Índios, Reforma Agrária, Meio Ambiente e Sociedade...

Sejam sempre benvindos



E, se quiserem, deixem seus comentários...é só clicar!















sábado, 11 de dezembro de 2010

Um comentário do Jornalista Renato Pompeu na ultima edição de Caros Amigos…

 

"Catástrofe sem importância"

A frase é de Zbigniew Brzezinski, o principal nome da Guerra Fria nos Estados Unidos, sobre os documentos da diplomacia norte-americana veiculados pelo site WikiLeaks.

Por Renato Pompeu

Wikileaks

Durante toda a Guerra Fria, o polonês radicado nos Estados Unidos, Zbigniew Brzezinski, foi o principal assessor do governo americano no que se refere às relações com o bloco comunista. Uma pessoa perfeitamente qualificada para avaliar o impacto que as estrondosas revelações do WikiLeaks estão tendo no cenário internacional. Pois bem, segundo revelou o jornalista Paulo Sotero em programa da GloboNews, Brzezinski assim comentou o caso WikiLeaks: “É uma catástrofe, mas não é importante”.

Percebo por que Brzezinski tem essa visão. De um lado, é uma catástrofe, pois põe ao alcance de bilhões de pessoas no mundo inteiro o que os meios mais bem informados sempre souberam: a onipresença da rede de informações do Império norte-americano, a arrogância de seus diplomatas, a subserviência dos funcionários dos governos de outros países aos Estados Unidos.

De outro lado, por enquanto não é tão importante quanto parece. A opinião pública em geral tende a imaginar que estão ao alcance de qualquer pessoa 250 mil cabogramas de diplomatas americanos em todos os países enviados ao Departamento de Estado em Washington. Mas a verdade é que só uma pequena parte disso está à disposição de qualquer pessoa na Internet. Da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, por exemplo, na primeira semana só estavam disponíveis na primeira semana uns poucos cabogramas, menos de dez. E mais, nem sempre é possível acessar o site, porque são frequentes as vezes em que ele não está no ar.

Mesmo se estivesse tudo no ar, à disposição de toda e qualquer pessoa, a importância ainda seria relativa. A revista “Carta Capital” informou que o WikiLeaks teve acesso à rede internética do Departamento de Estado, disponível normalmente para 2,5 milhões de pessoas no mundo inteiro, e não às redes dos órgãos de segurança nacional dos EUA, disponíveis normalmente para 850 mil pessoas no mundo todo. As informações cruciais, evidentemente, nunca entram no formato eletrônico.

Além dos cabogramas revelados no site, o WikiLeaks também disponibiliza pequenas cotas exclusivas a jornais, revistas e sites do mundo inteiro. A “Folha de S. Paulo”, por exemplo, recebeu uma cota de 53 cabogramas, que só ela pode divulgar, pelo menos no Brasil. Em suma, 53 dos alardeados 1.800 cabogramas emanados da Embaixada dos EUA em Brasília.

Se o grande público fica assustado com as revelações de que países árabes apoiam o bombardeio contra as instalações nucleares do Irã, ou de que o ministro Nelson Jobim acha que o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães “odeia” os Estados Unidos, ou de que as minas de nióbio em território brasileiro são consideradas vitais para a segurança dos EUA, a verdade é que a mídia já tinha noticiado há meses que a Arábia Saudita havia aberto o seu espaço aéreo para aviões de guerra israelenses, no caso de bombardeio contra o Irã; que todas as pessoas que acompanham o noticiário sobre o Itamaraty sabem que o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães é crítico em relação ao Império americano – e é verdade tamb&eacu te;m que os leitores de “Caros Amigos” em particular e os meios políticos em geral já sabiam da importância estratégica do nióbio brasileiro, tema em que, como a revista publicou, o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) é especialista.

Como o WikiLeaks informou que teve acesso a cabogramas desde 1966, eu estou particularmente interessado em saber o que a Embaixada americana informou a Washington sobre as torturas a presos políticos durante o regime militar brasileiro e os assassínios e “desaparecimentos” de oposicionistas. E estou também interessado em saber por que, depois de o WikiLeaks ter revelado que diplomatas americanos julgam que o Itamaraty era um foco de “antiamericanismo”, a presidente eleita Dilma Rousseff resolveu afastar o ministro Celso Amorim e manter o ministro Nelson Jobim. Mas não sei como ter acesso a essas informações.

Também eu gostaria que fosse mais divulgado que a acusação da Justiça sueca contra Julian Assange, que levou à sua prisão, é de que, em meio a uma sessão de sexo consensual com camisinha com uma mulher, durante o ato a camisinha foi retirada – o que no Brasil e no mundo em geral não dá cadeia, mas na Suécia é equivalente ao estupro, e dá dois anos de prisão.

Além disso, a denunciante, Ana Ardin, é uma cubana anticastrista que trabalhou para a ONG Miscelánia Cubana, financiada pela CIA. Mais uma armação contra Assange, já que é difícil encontrar leis que ele tenha violado, e o seu cerceamento está sendo realizado por subterfúgios, como os da Amazon, Mastercard, Visa e tantos outros.

Renato Pompeu é jornalista e escritor.

Fonte: Revista Caros Amigos – Edição de Dezembro de 2010 já nas bancas.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Evo Morales defende protocolo de Kyoto para evitar ‘ecocídio e genocídio’

PUBLICADO EM CLIPPING EM 10/12/2010 – AMBIENTEBRASIL

O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou nesta quinta-feira (9), na conferência do Clima de Cancun, que se as nações ricas desistirem de renovar o protocolo de Kyoto e o compromisso de reduzir as emissões de carbono, “seremos responsáveis por um ecocídio e um genocídio”.

“Se mandarmos para o lixo a partir de agora o protocolo de Kyoto, seremos responsáveis por um economicídio, um ecocídio, portanto, um genocídio, porque estamos atentando contra a humanidade em seu conjunto”, disse Morales.

Aplaudido pela plenária da conferência da ONU, que reúne mais de 190 países em Cancun em busca de acordos para enfrentar as mudanças climáticas do planeta, Morales afirmou que os desastres do clima já tiram 300 mil vidas anualmente e que em poucos anos o número chegará a um milhão.

“Cada um de nós, especialmente presidentes, chefes de delegações, governos, coloquem-se à altura das milhões e milhões de famílias que são vítimas do aquecimento global, das mudanças climáticas”, acrescentou Morales ao pedir compromissos e esforços claros dos países.

Os países em desenvolvimento se enquadraram nesta conferência nesta reivindicação de uma extensão para além de 2012 do Protocolo de Kyoto. Este é um dos grandes obstáculos das negociações, uma vez que o Japão disse que não renovará este protocolo, ao criticar que Estados Unidos e China, os maiores emissores do planeta, estão fora do mesmo. (Fonte: G1)

Extraído do Portal  AmbienteBrasil em 10/12/2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

LIDERANÇAS INDÍGENAS INTERNACIONAIS SE REUNEM NOS DIAS 18 E 19 DE DEZEMBRO DE 2010 NA CIDADE DE BAURU…

 

untitled 1

Para construir uma nova história, nos dias 18 e 19 de dezembro de 2010, na cidade de Bauru - São Paulo, lideranças indígenas históricas de peso, fama e respeito nacional e internacional se reunirão para um dos mais importantes eventos indígenas - o 1º Encontro de  Lideranças Internacionais Indígenas do Brasil. Promovido pela AMICOP - Associação de Mulheres Indígenas do Centro Oeste Paulista, sob a Coordenadoria Geral da Presidente Jupira Terena, o evento contará com a coordenação do Cacique Cafuzo Robson Miguel e terá como Mestre de Cerimônia e  Relações Públicas – a indígena Dra. Silvia Nobre Waiãpi - escritora indígena e Membro do GAPCon - Grupo de Análise e Prevenção de Conflitos Internacionais/ G3.

O evento contará com presença e participação do publico amante da cultura indígena, formadores de opinião, autoridades políticas, lideranças indígenas e dos nossos palestrantes convidados, dentre eles (Fotos postas abaixo na seqüência) a Cacica e Presidente da AMICOP, Jupira Terena, Marcos Terena, Cacique Megaron Txukarramãe, Dra. Silvia Nobre Waiãpi, Dra. Azelene Kaigang, Cacique Cafuzo Robson Miguel e o Grande Cacique Raoni.

untitled 2untitled 3untitled 4untitled 5untitled 6untitled 7untitled 8

Para obter mais informações sobre a programação do evento e de todas as associações indígenas que estão envolvidas, acesse no Blog: http://www.amicop.blogspot.com/

ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES INDÍGENAS DO CENTRO OESTE PAULISTA – AMICOP

Rua  Luiz Berro- Nº 5 - 30 – Jardim Tangará - Chácara do Roberto – Bauru - SP. Pegar a Avenida Cruzeiro do Sul no asfalto novo e seguir até o final da avenida.

E A “FARRA” VAI CONTINUAR MESMO…

 

Emendas do Orçamento da União de 2011 repetem 'farra dos institutos'

Emendas do Orçamento da União de 2011 repetem 'farra dos institutos'

Pablo Valadares/AE

"Fachada. Vidraçaria Requinte Vidros, em Brasília, funciona no endereço onde está registrada a sede do Instituto Renova Brasil"

A farra dos institutos fantasmas com o dinheiro público tem tudo para continuar em 2011. O projeto do Orçamento da União do ano que vem, relatado pelo senador Gim Argello (PTB-DF), prevê, pelo menos, R$ 16 milhões em emendas de parlamentares a essas entidades criadas apenas para intermediar convênios com o governo federal.

Esses contratos são assinados para a realização de eventos culturais, cujos orçamentos e prestações de contas são superfaturados, fraudulentos e assinados por laranjas. Os institutos costumam levar uma comissão de 5% pela intermediação, sem licitação.

Entre o total de emendas previstas Orçamento de 2011,pelo menos R$ 10 milhões são destinados a dois institutos: Planalto Central e Conhecer Brasil. São entidades registradas em endereços falsos e que compraram estatutos de associações comunitárias para funcionar e intermediar convênios nos últimos dez meses, conforme esquema revelado por reportagens do Estado desde o último domingo.

O dono do Conhecer Brasil, Carlos Henrique Pina, foi quem colocou o jardineiro Moisés da Silva Morais como 'laranja' numa empresa de assessoria e marketing, também de fachada, subcontratada pela maioria desses institutos fantasmas sediados em Brasília. Agora, Pina quer ganhar dinheiro com o próprio instituto. 'Estou na correria', contou ao Estado.

Os campeões de emendas destinadas a essas entidades para o exercício de 2011, segundo análise feita pela reportagem, foram Laerte Bessa (PSC-DF), Luciana Costa (PR-SP) e Geraldo Magela (PT-DF). Também de fachada, o Instituto Brasil Sempre à Frente recebeu, por exemplo, R$ 2,2 milhões em emendas para 2011.

O instituto é presidido por Vanildo Gomes Soares Júnior e recebeu R$ 1,1 milhão em 2010 para realizar shows em 20 cidades do interior paulista, embora seja de Brasília. Vanildo é filho de Izanete Gomes Soares, que dirige o Instituto Renova Brasil, cuja sede é registrada numa vidraçaria. Essa entidade recebeu R$ 532 mil de uma emenda de Gim Argello e repassou todo o dinheiro para a RC Assessoria e Marketing, numa prestação de contas assinada por laranjas.

A vice-presidente desse instituto, Jordana de Assis, é irmã de Divino de Assis, presidente do Planalto Central, beneficiado em 2010 por emendas dos deputados Sandro Mabel (PR-GO), Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO) e Bispo Rodovalho (PP-DF). Os parlamentares também destinaram pelo menos R$ 3 milhões em emendas de 2011 ao instituto Integração Brasileira de Educação e Turismo (Inbraest), outra entidade que vive do esquema de convênios da União. Também só existe no papel dentro desse esquema, que agora será investigado pelo Tribunal de Contas da União (veja matéria abaixo).

O Inbraest funciona numa sala de fisioterapia. Seu presidente, Randerson de Oliveira, admitiu ao Estado, em conversa gravada, que suas despesas são pagas pelo que o instituto recebe, embora não se recorde dos últimos convênios assinados: 'Agora eu 'tô' vagabundo. Trabalho com negócio de moda. Aí 'tô' na entidade aí'.

O Inbraest recebeu, em setembro, R$ 534 mil de uma emenda de Gim Argello para realizar um evento cultural em Brasília. Mas repassou os recursos para a RC Assessoria, em nome do jardineiro Moisés da Silva Morais e do mecânico José Samuel Bezerra.

Os deputados citados na reportagem foram procurados, mas apenas Geraldo Magela (PT-DF) respondeu ao Estado. Ele disse que listou as entidades que podem ser beneficiadas, mas só decidirá em 2011 quem receberá recursos. 'Eu listo todas as entidades que me pedem.'

Por Leandro Colon / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 7/12/2010 0:55

FONTE: EXTRAIDO DO SITE DO ESTADÃO/MSN

http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=26651600

sábado, 20 de novembro de 2010

Imperdível realmente…

Recebi do meu primo Dado Arantes  lá dos confins de Ribeirão Preto e estou repassando aqui para dividir com todos que acompanham este meu blog como exemplo de que devemos sempre preservar o que é bom dentro da cultura de cada povo.

Apesar de ser um clássico do Dave Brubeck Quartet e fazer parte de um dos LPs mais vendidos da História do Jazz (Time out), a música "Take Five" é composição de Paul Desmond, e que se auto-intitulava "O mais lento saxofonista do jazz".Este vídeo  hospedado no Youtube, foi gravado numa homenagem ao Dave Brubeck , hoje com 90 anos , onde até o presidente Obama está presente .

Muito bom mesmo além de ser emocionante assistir a esta homenagem!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Para não ficar no esquecimento…

Vejam aqui um trecho emocionante do documentário de Silvio Tendler, “Glauber, Um Labirinto do Brasil”.

postado por Cassio Cururu

domingo, 14 de novembro de 2010

Para nossa reflexão….

Uma observação minha com relação aos vídeos a respeito de UHE de Belo Monte…

 

Interessante mesmo! Durante toda a campanha eleitoral, tanto no primeiro como no segundo turno, cansei de receber e-mails horríveis e sem cabimento tanto contra um ou outro candidato…não repassei nenhum dele e nem entrei no mérito de algumas colocações postadas neles…Condeno baixarias e o que prezo somente é a verdade pois é isto que um jornalista deve ter sempre em mente.

E acho ainda que a verdade deve estar acompanhada sempre da Justiça…a quem merece ela e a quem ela deva impor regras.

Mas, passado o período eleitoral venho a publico fazer algumas observações a respeito do que recebi, li e ouvi e entre uma delas é a que o candidato Serra fazia parte do “PIG” que seria o “Partido da Imprensa Golpista” imprensa esta que seria de certa forma parcial e em favor a ele, Serra. Mais ainda, que estaria assim implícito, de que o PSDB estaria se  utilizando da imprensa de modo geral para se prevalecer na campanha eleitoral.

E aí gostaria de colocar aqui se vimos este vídeo ou mesmo este fato ocorrido nesta visita do Presidente Lula na cidade de Altamira, no Pará, feudo e oligopólio da família Sarney, divulgado com ênfase ou com maior destaque em nossos principais órgãos de imprensa do pais?

O vídeo do youtube intitulado  “Mais uma ditadura no governo Lula, veja protesto e repressão em Altamira” não foi por mim inventado e nem acredito que seja mais uma “montagem armada” como alguns colocam como tudo aquilo que não querem enxergar e nem perceber que “alguma coisa” que defendem mudou e esta bem diferente do que devia ser em sua essência e na sua concepção original.

Desta forma, deixo aqui colocado que é possível sim que parte de nossa imprensa possa ser chamada de “Imprensa Golpista” mas o que observo que não esta bem claro a qual “Partido” realmente ela serviu durante nossas ultimas campanhas eleitorais como foi várias vezes colocado pelo reclamantes!

MARINA SILVA E A USINA DE BELO MONTE

Mais uma ditadura no governo Lula, veja protesto e repressão em Altamira

 

 Em que canal de televisão nós vimos este acontecimento?

Infelizmente estes fatos e acontecimentos não são divulgados com destaques na imprensa nacional. Na maioria das vezes não passam de pequenas notinhas de canto de pagina de jornais e na televisão nem pensar então. Hoje nos noticiários tem de tudo menos o que realmente importa para a sobrevivência da espécie humana pois o que importa é o “desenvolvimento a qualquer preço com a única finalidade de gerar lucros e acumular riqueza para poucos: o que sobra destes projetos para os trabalhadores são migalhas apenas!

 

sábado, 13 de novembro de 2010

Fatos que não assistimos na dita “Imprensa golpista”

Infelizmente estes fatos e acontecimentos não são divulgados com destaques na imprensa nacional. Na maioria das vezes não passam de pequenas notinhas de canto de pagina e na televisão nem pensar então. Hoje nos noticiários tem de tudo menos o que realmente importa para a sobrevivência da espécie humana pois o que importa é o “desenvolvimento a qualquer preço com a única finalidade de gerar lucros e acumular riqueza para poucos: o que sobra destes projetos são migalhas apenas!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

09 / 11 / 2010 Índios interditam rodovia no Maranhão

Por  clipping

Índios interditaram a rodovia BR-226 na região de Barra do Corda, no Maranhão. O bloqueio teve início no domingo (7) e, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a interdição continuava nesta segunda-feira (8).

Cinco índios foram baleados no domingo por um delegado que passava pelo local em uma motocicleta, de acordo com a PRF. Os indígenas tentaram mantê-lo refém, mas ele reagiu. O delegado também ficou ferido. Ele foi socorrido por um motorista e levado a um hospital da região, onde permanece internado.

A rodovia atravessa a reserva Canabrava e constantemente é usada em protestos dos índios. Desta vez, segundo a PRF, o grupo reclama que não recebeu verbas para educação que deveriam ter sido repassadas a aldeias.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que homens da Polícia Militar foram enviados ao local. (Fonte: G1)

Extraída do Site do AmbienteBrasil

domingo, 31 de outubro de 2010

E isto, será um avanço mesmo?

BR – ‘Votar em Dilma é votar em Roseana’, proclama Sarney

por ricardochapola

Seção: Eleições BR

31.outubro.2010 16:12:17

Wilson Lima, de São Luis

Sob o título “Domingo, bom Dilma”, a coluna semanal do presidente do senado, José Sarney (PMDB), publicada hoje pela manhã no jornal O Estado do Maranhão, pediu votos à presidenciável Dilma Rousseff (PT), teceu elogios à petista e críticas à campanha de José Serra (PSDB).

sarney_didasampaio_03082010_1.jpg

Foto: Dida Sampaio/AE - 03.08.2010

Sarney conclamou o voto dos eleitores maranhenses afirmando que “votar em Dilma é votar em Roseana. Duas mulheres competentes, capazes que irão juntas fazer um governo de inovações e progresso”. “Lula, o operário, fez um grande governo, incorporou o povo nos dividendos do desenvolvimento, mudou a sociedade brasileira e Dilma vai continuar esse trabalho, olhando para nossa região e para o nosso povo. Amiga de Roseana, trabalhando junto com ela como líder do governo no Congresso, abre-se um grande momento para o Maranhão”, projetou o presidente do Senado.

Em seu texto dominical, Sarney criticou José Serra, alegando que ele não tem conhecimento dos problemas nacionais e que a vitória do tucano seria o retorno da “falta de perspectivas que tínhamos antes do governo Lula”. “Dilma deu um banho de conhecimento, mostrou que conhecia muito mais os problemas nacionais, que tinha uma visão de Brasil mais completa e que a proclamada competência do Serra não passava do Restaurante Fasano, dos granfinos da plutocracia paulista”, alfinetou o presidente do Senado.

O presidente do Senado ainda complementou. “Seus primeiros programas (eleitorais de José Serra) eram como se fossem para a reeleição ao governo de São Paulo, tal era o enfoque exclusivo que dava às obras que tinha executado em seu estado. Era assim, sem direito a contestação, mesmo que sua candidatura fosse à presidência do Brasil e não ao governo da “Pauliceia Devairada” do nosso Mário de Andrade”

As recentes declarações de José Serra sobre os projetos de construção de refinarias no Nordeste da Petrobrás também foram alvo de críticas de José Sarney. Em debates, o tucano declarou que as refinarias que a estatal planeja construir no nordeste, entre as quais uma no Maranhão, ainda não saíram do papel. “Em relação ao Maranhão, não só defendeu a tese de que não se devia fazer refinarias no Nordeste, como afirmou que a do Maranhão não saiu do papel, desconhecendo que a área já foi desmatada, já possui a autorização ambiental, já foi aberta a concorrência para a terraplanagem“, declarou Sarney.

José Sarney pontuou em sua coluna que as eleições de hoje são “excepcionais na história do Brasil”. “Pela primeira vez temos uma mulher concorrendo competitivamente à presidência da República. Esse fato que pode parecer normal, sem conotação maior, constitui, no entanto, um avanço da ascensão política da mulher, vitimada pela discriminação e pela desigualdade em relação ao homem, que até hoje marcam a história da humanidade”, destacou.

Citando os mais de 100 anos da história republicana, Sarney exaltou o fato do presidente Lula ter escolhido Dilma Rousseff como sua sucessora. “Ninguém pense que Lula indicou Dilma por indicar um correligionário, mas o fez sabendo que estava praticando um ato histórico habilitando uma mulher a comandar o país”, disse. “Não o fez somente por ser mulher, mas para mostrar a competência das mulheres, seus predicados de inteligência, de talento e de qualificação”‘, ressaltou o pemedebista.

No Maranhão, a governadora Roseana Sarney (PMDB) é a principal cabo eleitoral de Dilma Rousseff. Tanto que até “emprestou” a marchinha adotada na sua campanha ao governo do Estado, “O Arrastão do 15″, para a campanha da petista. Quando votou neste domingo em São Luís, Roseana declarou que pretendia comemorar a vitória de Dilma em Brasília, caso a petista vencesse o segundo turno.

do Site de “O Estado”

Será que isto será uma tendência no dia de hoje?

BR – Plínio votou nulo, diz assessoria do PSOL

por Bruno Siffredi

Seção: Eleições BR

31.outubro.2010 15:41:42

estadão.com.br

Plínio de Arruda Sampaio, candidato derrotado à Presidência pelo PSOL, anulou seu voto, na manhã deste domingo, 31. O fundador do PT votou no Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, na zona sul da capital paulista, ao lado da família. A informação é de sua assessoria de imprensa.

No ultimo dia 15, a Executiva Nacional do PSOL recomendou aos seus eleitores a anulação de seus votos ou a escolha “crítica” por Dilma Rousseff, do PT. O partido, formado em boa parte por ex-petistas, considerou um “retrocesso” uma eventual vitória de José Serra, candidato do PSDB.

Deste modo, Arruda respeita a decisão majoritária de seu partido, de 13 votos a 2, optando pela anulação. O ex-candidato entende que desrespeitaria seus eleitores caso votasse em Dilma. No primeiro turno, ele recebeu 0,87% das intenções de votos.

 

Site de “O Estado”

Registrando para ser cobrado depois…

BR – ‘Serra sai menor desta eleição’, diz Lula após votar em São Bernardo do Campo

por Bruno Siffredi

Seção: Eleições BR

31.outubro.2010 10:22:30

Lula480_HeLVIOROMEROAE.jpg

Rodrigo Alvares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo, 31, após votar em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, que o candidato tucano à Presidência, José Serra, “sai menor desta eleição” e descartou participar de um eventual governo Dilma. “O Serra sai menor dessa eleição. A virulência do Serra em relação à companheira Dilma foi uma coisa inimaginável”, disse Lula, que votou pela manhã em uma escola de São Bernardo do Campo. Diferente da votação em 3 de outubro, Lula estava de bom humor e esbanjou otimismo quanto à eleição de sua ex-ministra.

Ele só aparentou irritação quando questionado sobre os ataques feitos de parte a parte pelos dois candidatos durante a campanha: “Não fale de parte a parte”, disse ao interromper o repórter. “Essa campanha foi muito mais violenta de uma parte para outra. Eu, sinceramente, acho que o candidato Serra sai menor dessa campanha. Porque a agressividade deles à companheira Dilma Rousseff é uma coisa que eu imaginava que já tivesse terminado na política brasileira”.

Questionado sobre sua participação em um eventual governo encabeçado pela presidenciável petista Dilma Rousseff, Lula foi taxativo: Não existe nenhuma possibilidade de um ex-presidente participar do governo do futuro presidente. Ou seja. Todo mundo sabe o que eu penso. A Dilma eleita, ela precisa construir um governo que seja a cara dela, o jeito dela, tem de ter pessoas em quem ela confie. Pessoas que ela possa colocar e que ela possa tirar. Como ex-presidente, eu só posso torcer para que a Dilma faça mais do que fiz”.

Lula também descartou voltar a se candidatar à Presidência em 2014. “Não cogito concorrer de novo, a Dilma vai tomar posse dia 1º de janeiro e eu não vou estar lá”, declarou. “Eu tenho certeza que ela vai fazer um  grande governo neste País. Nós temos praticamente todas as coisas de infra-estrutura mais ou menos delineadas no PAC 2, com a Olimpíada, a Copa do Mundo. Então, ela vai ter que pensar em coisas novas que vai querer fazer e dar sequência nas coisas de infra-estrutura neste País”.

lulavoto.jpg

“Quando eu entrei no governo, eu sabia que ia sair. O importante é isso, que você tem dia para entrar e tem dia para sair. Eu tô saindo confortável”, disse Lula. Foto: Hélvio Romero/AE

O presidente disse que vai viajar pelo Brasil após deixar o Palácio do Planalto e afirmou ter “muita coisa pra fazer pelo Brasil”. “Eu tenho interesse de fazer com que as experiências bem-sucedidas no Brasil – especialmente na área social – seja socializada com países africanos, seja com países latino-americanos, nós ainda temos de construir uma solidez forte na América Latina. A integração ainda não é total”.

Caso Tiririca

Lula comentou de Tiririca – deputado federal eleito no Estado de S.Paulo com 1,3 milhoes de votos e que deve fazer um teste para provar que não é analfabeto: “Acho uma cretinice o que estão tentando fazer com ele. É desrespeitando 1,5 milhão de pessoas que votaram nele. Então, que não deixassem ele ser candidato”. Questionado se Tiririca deveria fazer a prova, o presidente declarou que: “Quem tá pedindo para ele fazer prova é que devia fazer”.

Site de “O Estado”

Rio Batalha

Como parte integrante do Comitê Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Batalha-Tietê, o Instituto Sócioambiental da Noroeste Paulista (ISANOP) está percorrendo os rios que desaguam no Tietê na área entre as cidades de Pirajuí e Reginópolis. O estudo servirá de subsídios para o próprio comitê gestor que está elaborando um plano de manejo para toda a área de abrangência da chamada APA Batalha-Tietê.

O que mais nos chamou atenção neste levantamento, foi a precariedade em que se encontram as matas ciliares e os danos ambientais como queimadas nas margens dos rios e a presença de gado pastando livremente nas margens já fragilizadas dos córregos. Este levantamento preliminar foram feitos por mim (Rejane Busch) e pelo jornalista Cassio M Cardozo de Mello Filho em 30 de Outubro de 2010.

1. Rio Dourado (fotografado na Rodovia Hilário Spuri)

 

2. Rio Batalha na área urbana da cidade de Reginópolis – entrada da cidade)

3. Córrego Água da Rosa (n.1) , a mata ciliar se resume apenas as margens  do rio conforme o demonstrado na foto ao lado.

Pesquisas APA Batalha_62 Córrego Bengala 05

4. Córrego da Bengala (KM 22 da Rodovia Reginópolis – Avaí): sem mata ciliar e com animais pastando em ambas as margens

 

Pesquisas APA Batalha_65 Córrego Bengala 08

O mesmo Córrego – aspecto do assoreamento e erosão do solo

Pesquisas APA Batalha_98

5. Queimada na mata ciliar do Rio Batalha (Rodovia Reginópolis Avaí Km 11)

Pesquisas APA Batalha_104

6. o mesmo

Pesquisas APA Batalha_116

7. Rio Batalha Km 11 da Rodovia Reginópolis – Avaí

 

Pesquisas APA Batalha_126

8. O mesmo

Pesquisas APA Batalha_144

9. Ponte sobre Córrego Fundo na entrada do Distrito de Nogueira

Blog do Goldman: Minha entrevista à TV Estadão

Blog do Goldman: Minha entrevista à TV Estadão: "É raro termos a oportunidade de participar de uma entrevista realmente ampla, com tempo para falar de vários assuntos do momento de forma ab..."

sábado, 30 de outubro de 2010

Repassando para reflexão…

Conversa vai, conversa vem

-- Você tem certeza mesmo de que não quer falar sobre a campanha? Você só tem essa semana, depois ela acaba, e aí adiós...

-- Tenho. Absoluta. O que antes já estava ruim, agora ficou pior.

-- Também não é assim. Toda campanha política tem pelo menos alguma coisa positiva. O próprio fato de estar sendo realizada, por exemplo.

-- Isso não é argumento! Não gosto nem de pensar na alternativa. O Brasil já ultrapassou esse estágio. Nós somos uma democracia, ou talvez seja o caso de dizer ainda somos uma democracia, apesar de todos os pesares. Uma das coisas que mais detesto nessa atual campanha é, justamente, a sua feição pouco democrática. A presidência é um cargo sério, o presidente de um país é o presidente de todos os brasileiros, mesmo daqueles que não simpatizam com as suas idéias ou com a sua candidata. Quando faz papel de cabo eleitoral ou de líder de gang não se diminui apenas a si, diminui o cargo que ocupa e, consequentemente, diminui a todos nós.

-- Tá, isso todo mundo já disse e já sabe.

-- Não é verdade. Dá uma olhada no Twitter ou no Facebook. A quantidade de gente que acha normalíssimo o comportamento do presidente é de assustar. Também é de assustar a quantidade de gente que até ontem não tinha idéia de quem é a Dilma e que hoje a põe num pedestal, só porque foi ungida pelo “cara”.

-- Pode ser que, com a propaganda política, tenham passado a conhecê-la melhor.

-- Será mesmo? A propaganda política não faz a gente conhecer ninguém melhor. Pelo contrário, faz desconhecer até quem achava que conhecia. Você algum dia imaginou o Serra distribuindo aqueles santinhos dizendo que “Jesus é verdade”?

-- É, aquilo pegou muito mal.

-- Pegou péssimo! Se Jesus é verdade, como fica a verdade dos brasileiros não-cristãos? E, aliás, o que é que um postulante à presidência tem que meter o bedelho nisso? Ele não está disputando a eleição para Papa.

-- É, mas isso também todo mundo sabe.

-- Ah, mas não mesmo! Se todo mundo sabe, como é que os gênios do marketing, esses que estão aí ganhando por uns meses de trabalho mais do que eu e você vamos ganhar juntas a vida inteira, ignoram?

-- Mas a Dilma também anda com mania de falar em Deus e em ir à igreja por qualquer dá cá aquela palha...

-- Estranho menos, porque a Dilma eu não sei quem é. Eu sei quem são os marqueteiros da Dilma, sei como eles pensam e sei como eles mandam ela se comportar, se vestir e se maquiar, mas, sinceramente, não faço a menor idéia de quem seja a Dilma. Tenho minhas dúvidas, aliás, se ela mesma ainda sabe quem é. Ou quem foi.

-- Pois eu, se escrevesse em jornal, falava da eleição numa crônica sim e na outra também.

-- Já não te basta o jornal inteiro batendo nessa tecla? Você não acha que faz parte do processo democrático ter, num mesmo veículo, assunto para todos, mesmo aqueles que não querem saber das eleições? No outro dia mesmo o Joaquim fez uma crônica linda falando sobre o início da primavera. Estava coberto de razão, as campanhas passam e as primaveras ficam.

-- Pois é, agora você disse: as campanhas passam. É isso que eu estava querendo dizer antes, as eleições passam e se você não falar logo sobre isso não vai poder mais falar, porque elas terão passado...

-- Sim, mas felizmente o assunto não é obrigatório. Eu já acreditei em eleição, já curti tanto campanha política que até andava com adesivo no carro.

-- Você nem tem carro.

-- Já tive. Há muitas luas, mas tive.

-- Mudou você ou mudaram as eleições?

-- As duas coisas, provavelmente; mas acho que as eleições mudaram mais. Antes quase todo carro andava com adesivo, as pessoas punham faixa na janela, sacudiam bandeira, usavam camiseta. E não eram esses pobres diabos que ganham uns trocados para ficar parados na esquina. As pessoas acreditavam, de fato, que o resultado das eleições podia mudar alguma coisa.

-- Mas é claro que pode, como não?

-- Estou cada vez mais convencida de que, em Brasília, todos se tornam iguais. E, ultimamente, quando alguma coisa muda de verdade, em geral é para pior. O Congresso sempre foi isso que a gente sabe, mas nunca teve um Tiririca antes. O meu problema com o Tiririca, aliás, não é que ele seja um palhaço. Acho que há palhaços melhores e mais dignos de confiança do que muitos parlamentares. O meu problema com o Tiririca não é a profissão, mas a indigência mental da criatura. E de seus eleitores.

-- Tá, mas essa fase das eleições já passou. Agora é só presidência, outro nível.

-- Outro nível? E o confronto em Campo Grande, aquilo foi coisa de alto nível?

-- Não, aquilo foi baixaria, mas também não foi tão ruim quanto os tucanos disseram, bolinha de papel ou rolo de fita crepe, vai, nada disso é arma letal...

-- Viu só? Até você está caindo nessa! O problema não é o que jogaram; é ter acontecido! Cuspe na cara também não fere, e daí? Pode-se cuspir nos outros só por causa disso? É inaceitável que uma turma saia para fazer a sua festa, a sua passeata, e os adversários venham com tumulto e provocação! Isso é inadmissível num país civilizado. E não adianta dizer que não foi nada, porque até o comércio fechou as portas... Bando de hooligans! Depois vem o Lula mentir em público e falar em militância de paz e amor, e vem o perito falar em “evento bolinha” e “evento rolo de fita”, mas não vi ninguém falar do “evento pedra” que atingiu a repórter da Globo e tirou sangue.

-- Tá bom, tá bom, então esquece as eleições. Domingo elas acabam mesmo.

-- Ufa! Taí o ponto positivo dessa campanha.

por Cora Ronai

(O Globo, Segundo Caderno, 28.10.2010)

http://www.cora.blogspot.com/

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

BLOG DO GOLDMAN

SEXTA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2010

Carta para aqueles que confiam em mim

por Alberto Goldman

Vocês conhecem a minha história. Não faço política por interesse pessoal, nem por qualquer vaidade. Não minto. Não cheguei ao governo de São Paulo buscando o poder, mas nele, ainda que limitado e produto da conjuntura política em São Paulo, que me tornou vice do governador José Serra, procuro honrar meu passado e honrar aquilo que meus pais me ensinaram: a honestidade, a vontade de servir, de dar o que eles não tiveram, mas que o povo brasileiro me possibilitou ser, e que ele, povo, não pode ter. Desde menino me indignou ver a pobreza, a miséria, a injustiça, a discriminação de todo tipo. Ver a abundância de alguns e as carências da maioria.

Enfrentei, por isso, uma ditadura, ajudei a construir a democracia, buscando o desenvolvimento para todos os brasileiros, especialmente para aqueles que dele mais precisam. Exerci mandatos de diversos tipos, sempre honrados, orgulhoso de ver que muitos compreendiam o meu caminho e a minha ação.

Este ano completo 40 anos de atividade política profissional, período em que deixei de lado minha profissão original, minha família e meus amigos, a troco de me sentir útil, cumprindo um destino que me levou a ser o que sou.

Posso, portanto, pedir a você que acredite nas minhas palavras.

Quando das eleições de 2002, entendi que não seria danoso para o país que o PT assumisse responsabilidades maiores, até de presidir a República. Até então ele tinha sido, apesar de um obstáculo a todas as transformações que o país necessitava, um partido de gente honesta, bem intencionada, ainda que de um dogmatismo reacionário, que beirava a insensatez. Durante os quatro anos seguintes convivi no Congresso Nacional, já acompanhando preocupado as transformações que ele sofria, no sentido de passar a colocar o poder  pelo poder como o objetivo maior, passando a usufruir, cada qual pessoalmente, do seu exercício. Foram os líderes petistas perdendo, rapidamente, a sua característica de combatividade pelos interesses do país, transformando a sua ação política em benefício para si próprios. Seu grande líder, Lula, foi a cobertura e o aval para essas mudanças de caráter e de conduta.

Nos quatro anos do segundo mandato, o processo se aprofundou e o apodrecimento da maioria dos líderes do PT ficou patente. Cada um por si, um após outro, foi se vergando às delícias do poder e do dinheiro que o poder lhes propiciava. Mas continuavam, apesar de seus conflitos internos, amalgamados pelos interesses comuns.

Tudo isso vi, vivi, senti, amargurado. Homens e mulheres que tiveram sua história na vida do país, cada vez menos se diferenciavam do que de pior a vida política nacional havia criado.

Agora o clímax, a campanha de 2010. Lula, em função de seu prestígio, auferido em função de sua capacidade própria de falar às massas, de manipulá-las de acordo com os seus interesses próprios, de sua surpreendente transformação em um comandante que críticos e críticas não conseguiram sensibilizar, navegando em um período de crescimento econômico possibilitado por uma conjuntura internacional altamente favorável, decide lançar, com todos seus companheiros atendidos nas benesses do poder, a figura de Dilma Roussef, tirada ninguém sabe donde, para presidir o Brasil.

Surpreendido com um resultado no primeiro turno, que não esperava, lançou-se mais ainda do que antes, à tarefa de comandar a campanha usando, sem quaisquer escrúpulos, o prestígio que adquiriu. Com ele, todas as mentiras viram verdade aos olhos do povo.

Sua administração é medíocre. Projetos de infra-estrutura não saem do papel: rodovias, ferrovias, aeroportos, portos, banda larga, produção de energia elétrica. No campo social, o que resta além das UPAs (cópia fajuta das AMAs e das AMEs), das escolas técnicas, que foram concebidas depois que viram o resultado das nossas em São Paulo, mas que ainda gatinham pelo país? Algum combate efetivo ao contrabando de armas e de drogas? Alguém seria capaz de citar algum projeto do governo, para a melhoria da vida do povo, de alguma importância que tenha se concretizado? Fora seus discursos, cheios de parábolas vazias, algo mais consistente?

Absorveu os projetos do governo anterior mudando apenas seus nomes (bolsa-escola virou bolsa-família, luz no campo virou luz para todos), manteve as políticas econômicas anteriores (a maior de suas virtudes), impressionou líderes mundiais, menos pelas suas ações objetivas do que por sua figura de líder que, vindo das camadas mais pobres, tinha conseguido a paz social, tão  almejada pelas elites mundiais - não importa que tivesse sido pelo amortecimento e cooptação corruptora dos movimentos sociais, inclusive dos sindicatos de trabalhadores.

A insistência da campanha de Dilma, acusando o governo anterior e o candidato Serra de tentarem privatizar a Petrobras, questão nunca tratada, mesmo por que ninguém teria a insensatez de eliminar um monopólio estatal e criar um monopólio privado, que seria mais poderoso que o próprio Estado brasileiro, é uma das maiores e mais graves mentiras da publicidade eleitoral, levando o povo a acreditar que toda a privatização (apesar de eles a terem usado em diversos casos) tenha sido um processo de corrupção para beneficiar empresas estrangeiras.

E a privatização do setor siderúrgico, que nas mãos do Estado produzia imensos rombos nas finanças públicas? E a Vale do Rio Doce, empresa que só se desenvolveu criando milhares de empregos, gerando divisas para o país, aumentando em dezenas de vezes a sua produção nas mãos de setores privado, produzindo impostos para serem utilizados para o desenvolvimento de várias áreas da ação do Estado, ali onde ele é insubstituível? E o setor de telefonia que, se ainda estatal, nos estaria mantendo na pré-história das comunicações?

Na verdade, é no governo atual que os grandes grupos econômicos, nacionais e estrangeiros mais obtiveram lucros, mais se consolidaram, mais passaram a dominar a economia nacional.

E o pré-sal que nos acusam de querermos privatizar quando sabemos que sua descoberta se deu em função do modelo ainda em vigor, que o atual governo quer modificar, mas ainda não o fez.

O que dizer do aparelhamento do Estado nacional, a entrega à gente desqualificada e despreparada das funções mais importantes de direção e controle das atividades econômicas?

E que fique claro: na hipótese da vitória de Dilma, podemos esperar graves crises políticas já que as forças que estão ao seu redor, totalmente alheias aos interesses da Nação, inclusive as petistas, saltarão sobre o poder com uma voracidade ainda maior do que hoje já fazem.

Apoio Serra, não por ter sido seu vice, muito menos por ser do seu partido. Para mim isso não é tão importante. Apoio Serra por que o conheço pelo seu compromisso, histórico, com a melhoria das condições de vida do povo brasileiro, presente desde os bancos escolares. Pela sua vida limpa, pelo seu perfil de realizador, pela sua obstinação em construir um país melhor, mais justo, pela sua sensibilidade em relação aos mais humildes, aos mais necessitados. A sua ação em São Paulo como prefeito e como governador comprova o que digo.  A minha experiência ao seu lado me dá a certeza do que afirmo.

Não tenho qualquer objetivo político que me induz a escrever essas linhas, a não ser a manutenção do meu compromisso que me fez seguir a vida política. Não tenho ambições pessoais, os que me conhecem, sabem. Mas não gostaria de festejar meus 40 anos de atividade no caminho que trilhei, com a derrota de ver o meu país nas mãos de pessoas que não podem mais, não merecem mais, o meu respeito, muito menos a minha confiança.

Penso falar pelos interesses do meu povo. Estou convicto, repito, pelo que vi, que vivi e que senti, que a única opção que temos é eleger Serra presidente e terminar esse ciclo petista e lulista que tanto me decepcionou.

Ainda é tempo. As pesquisas que temos, dão uma diferença bem menor do que mostram as publicadas. Assim também foi no primeiro turno. É possível vencer. Depende de nossa ação nesses últimos dias.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vale a pena ler.........

 

Você certamente se lembra daquela famosa música do Chico Buarque, O Meu Guri, não é? A letra diz assim:


“Quando, seu moço / Nasceu meu rebento / Não era o momento/ Dele rebentar /Já foi nascendo / Com cara de fome /E eu não tinha nem nome / Prá lhe dar / Como fui levando / Não sei lhe explicar / Fui assim levando / Ele a me levar / E na sua meninice /Ele um dia me disse /Que chegava lá / Olha aí! Olha aí! /Olha aí! / Ai o meu guri, olha aí! / Olha aí! / É o meu guri e ele chega!”


A música foi composta por Chico em 1981 e conta pelos olhos de uma mãe - pobre e favelada - a história do filho ladrão. O olhar da mãe é incapaz de ver o marginal, só vê o filho amoroso. Chega a ser comovente a ingenuidade dela diante do produto dos roubos do filho:


“Chega suado/ E veloz do batente / Traz sempre um presente / Prá me encabular / Tanta corrente de ouro / Seu moço! / Que haja pescoço
Prá enfiar / Me trouxe uma bolsa / Já com tudo dentro / Chave, caderneta / Terço e patuá / Um lenço e uma penca / De documentos / Prá finalmente
Eu me identificar”


Na teoria cognitiva, “perspectiva” é a escolha de uma referência a partir da qual decodificamos uma experiência. Chico escolheu a perspectiva da mãe para analisar a situação e nos deu uma música emocionante e com uma crueza que chega a doer.
Bem, na reta final das eleições presidenciais de 2010 parece que perdemos completamente a noção de perspectiva. Discutimos temas importantes como o aborto pela perspectiva de quem consegue mais voto dos cristãos, sem dar bola para a questão do direito ao corpo x direito à vida. Discutimos a liberdade de imprensa pela perspectiva de quem quer se proteger dela, sem dar bola para as garantias constitucionais de expressão. Discutimos a privatização pela perspectiva ideológica, sem dar bola para os resultados obtidos.
E o dia 21 de outubro de 2010 ficará marcado como o dia em que chegamos ao fundo o poço, quando o candidato a presidente José Serra foi agredido no Rio de Janeiro. Não importa como foi a agressão, se com palavrões, bandeiradas, empurrões, bolinhas de papel, bexigas com água ou rolo de fita adesiva, o candidato foi agredido. Teve tolhida sua liberdade de caminhar pelas ruas. Essa é a perspectiva, que não muda, mesmo se a vítima da agressão for Dilma Roussef, Jô Soares, Tiririca ou você.
E à noite vi, estarrecido, Luis Inácio Lula da Silva abandonar a perspectiva de Presidente da República para assumir a de militante partidário e fazer troça de Serra. Nenhuma, repito melhorando o termo: NEM UMA palavra de censura à agressão saiu da boca do militante Lula. Apenas troça.
Consigo compreender a mãe da música do Chico. Cega de amor, como toda mãe, ela é incapaz de assumir qualquer outra perspectiva para decodificar a realidade. Mas e o Lula? Estava cego de amor? E os militantes que se dispuseram a agredir o candidato? E a imprensa que fez troça da “bolinha de papel”? E as centenas de imbecis no twitter, no facebook, nos blogs e emails, ridicularizando a vítima da agressão? Essa gente está brincando com fogo. Não percebe que, ao desviar a discussão para o acessório, está incentivando a violência. Do palavrão para a cusparada. Da cusparada para a bolinha de papel. Da bolinha de papel para o rolo de fita adesiva. Do rolo de fita para a pedra. Da pedra para a faca. Da faca para a bala. É assim que funciona, quando não damos um basta à primeira manifestação de intolerância.
A única perspectiva possível para decodificar o que aconteceu ontem é a das garantias do indivíduo, da liberdade de expressão, da liberdade de ir e vir, das garantias constitucionais. E a conclusão só pode ser uma: indignação!
Mas a burrice nacional só consegue discutir a bolinha de papel.

Luciano Pires

 

Recebi por emai e estou realemente repassando porque não importa o lado em que estamos, pois temos de ficar atentos para que não percamos as nossas  perspectivas frente a intolerãncia e a cegueira perante ela.

Realmente recebo diariamente muito “lixo” e não é de um só lado não: são de ambos os lados e, provalvelmente, nem é gerado pelos responsáveis pelas campanhas mas, infelizmente, falam em nome delas. De todo o lixo que eu recebi eu não repassei nenhum mas esta reflexão eu o faço aqui por quê como o proprio texto diz que não importa quem seja a vitima de uma agressão, se eu, voce, José Serra ou a Dilma Roussef. O que importa realmente é que houve uma agressão e que ela não foi nem contida e nem tolhida mas incentivada por quem tinha obrigação de dar um bom exemplo….

Cassio

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Estudo avalia impacto das emissões de gases no preparo do solo em culturas de cana-de-açúcar

 

Por Danielle Jordan / Ambientebrasil

 

  18 / 10 / 2010 EXCLUSIVO:

Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Esalq, avaliou o impacto ambiental a partir do preparo do solo para o plantio de cana-de-açúcar.

A cultura continua em crescimento no Brasil para a fabricação do etanol, sendo que o país é o maior exportador do produto.

Segundo a agroecóloga formada pela Universidad de la Amazônia (Colombia), Adriana Silva-Olaya, hoje metade da área total de cana é colhida mecanicamente, o que evita emissões a partir da queima da biomassa vegetal e favorece o incremento no estoque de carbono do solo.

As informações fazem parte do estudo “Emissões de dióxido de carbono após diferentes sistemas de preparo do solo na cultura da cana-de-açúcar”, que fez parte da dissertação de mestrado de Adriana, pelo programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas e revela que o cultivo do solo com tecnologia de aração e outros procedimentos permite maior mineralização do carbono orgânico no solo e incrementa as emissões de CO2.

“Diante dessa situação, esse estudo se propôs quantificar as emissões de CO2 derivadas de três sistemas de preparo do solo utilizados durante a reforma dos canaviais no estado de São Paulo, assim como avaliar a influência da palha nesses processos de emissão”, explicou a pesquisadora.

Para o monitoramento das emissões foi utilizada uma câmera que coleta e analisa o fluxo de CO2, com análises no dia anterior ao preparo do solo e após a passagem dos implementos.

As conclusões apontaram que o preparo convencional apresentou emissão acumulada entre 34% e 39% acima do valor encontrado no preparo semireduzido e preparo mínimo.

“A seleção de práticas de manejo sustentáveis que permitam aumentar o sequestro de carbono, melhorar a qualidade do solo e ajudar a minimizar a emissão de CO2 dos solos agrícolas, contribui para a redução do valor da pegada de carbono do etanol (footprint), aumentando consequentemente o benefício ambiental da substituição do combustível fóssil com este biocombustível”, concluiu a pesquisadora.
*Com informações da Esalq.

Esta entrada foi escrita emExclusivas e tags agropecuário, mudanças climáticas

Extraido do Site Ambiente Brasil em 25/10/2010.

Apoio do BNDES a frigoríficos ajudou desmate, diz TCU

25 / 10 / 2010

Por clipping

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) atribuiu a uma “falha” da Casa Civil o choque entre duas políticas públicas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos dois últimos anos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiu bilhões em frigoríficos, contribuindo para o avanço da pecuária na Amazônia, na contramão da política de combate ao desmatamento.

Entre 2008 e 2010, o BNDES investiu cerca de R$ 10 bilhões em grandes frigoríficos, como JBS, Bertin (que se fundiram) e Marfrig. A compra de participação acionária dessas empresas pelo banco pretendia consolidar a posição do País como principal exportador mundial de proteína animal. O “complexo carnes” deveria se tornar o principal setor exportador do agronegócio brasileiro, segundo a Política de Desenvolvimento Produtivo do Ministério do Desenvolvimento. Na época, o governo já reconhecia a pecuária como o maior motivo do abate da Floresta Amazônica.

Faltou coordenação no governo para evitar trombadas entre as duas políticas, aponta o TCU. “Foram identificadas falhas na articulação e coordenação, a cargo da Casa Civil”, entre os diferentes programas de governo. A Casa Civil era comandada à época por Dilma Rousseff, que não é citada pelo TCU. A ministra era, formalmente, a coordenadora de todos os programas do governo espalhados pelos ministérios. O próprio presidente da República, tão logo começou a campanha eleitoral, a apresentou ao eleitorado como a segunda pessoa mais importante na estrutura de governança do País.

Questionada sobre a conclusão dos auditores, a Casa Civil argumentou que contribuiu para a redução do desmatamento na Amazônia. A taxa anual anunciada no fim de 2009 foi a mais baixa em 20 anos: 7,4 mil quilômetros quadrados. “Isso não significa que estamos satisfeitos. Precisamos continuar melhorando e sempre há espaço para isso”, disse a Casa Civil.

Na época do grande investimento em frigoríficos, relatórios oficiais mostravam que a pecuária dominava 80% das áreas desmatadas. Em 2006, a Amazônia concentrava a terça parte do rebanho nacional. Em 2007, o ritmo das motosserras voltara a crescer. Com recursos do BNDES, os frigoríficos reforçaram o avanço da pecuária na Amazônia: todos têm estabelecimentos industriais na região. “Como consequência, verificou-se que frigoríficos beneficiados pelo BNDES adquiriram gado de fazendas envolvidas com desmate ilegal e trabalho escravo”, relata auditoria aprovada pelo TCU. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(Fonte: G1/Agencia Estado)

Esta entrada foi escrita emClipping e tags desmatamento

Extraido do  Site Ambiente Brasil em 25/10/2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Morte Lenta


Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da TV o seu guru e seu parceiro diário. Como podem 14 polegadas ocupar tanto espaço em uma vida?
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pingos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve musica, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar!!!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sem maiores comentários…

Por Carol Pires / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 21/9/2010 1:06

 

Erenice mantém cargos no BNDES, Eletrobrás e Chesf

Obrigada a pedir demissão da Casa Civil, Erenice Guerra mantém cargos no conselho da Eletrobrás, da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e também no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - órgão que está no centro do esquema de lobby e tráfico de influência montado por Israel Guerra que motivou a queda de Erenice.

Com salário de R$ 5.122 mensais para participar de uma reunião a cada três meses, Erenice ocupa uma das 11 vagas no Conselho de Administração do BNDES, sob indicação do Ministério do Desenvolvimento, comandado por Miguel Jorge.

Erenice fazia parte do Conselho Fiscal do BNDES desde abril de 2008. No dia 13 de maio, o Diário Oficial informou sua exoneração e a nomeação, no mesmo dia, para um conselho mais importante dentro do banco, o de Administração. Substituiu ali vaga deixada pela presidenciável petista Dilma Rousseff. O decreto é assinado pelo presidente Lula.

Segundo denúncia do consultor Rubnei Quícoli, representante da EDRB do Brasil Ltda, ao tentar um empréstimo de R$ 9 bilhões junto ao BNDES para um projeto de produção de energia eólica, foi encaminhado por um funcionário da Casa Civil a contratar a empresa Capital Assessoria e Consultoria, ligada a Israel Guerra, filho da ex-ministra.

Quícoli teria sido pressionado a pagar R$ 240 mil para viabilizar o empréstimo, que acabou não sendo efetivado, segundo ele, por não ter entregado o valor cobrado. Em nota, o BNDES disse 'repudiar' as denúncias.

Erenice Guerra também aparece como conselheira de administração da Eletrobrás e da Chesf, com gratificação de R$ 3,8 mil para participar de uma reunião mensal. Na Chesf, as reuniões também ocorrem mensalmente.

 

Salário de R$ 5.122: é quanto Erenice Guerra recebe mensalmente para participar de uma reunião a cada três meses no BNDES

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Caetano chama Serra de 'burro' e Lula, de 'golpista'

 

Declarações polêmicas foram feitas durante entrevista de rádio em Santo Amaro da Purificação, terra natal do cantor e compositor

 

O cantor e compositor baiano Caetano Veloso, atualmente um dos principais cabos eleitorais da candidatura de Marina Silva (PV) à Presidência, criticou veementemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidenciável José Serra (PSDB) neste fim de semana.  Em entrevista a uma emissora de rádio de Santo Amaro da Purificação, sua cidade natal, Caetano chamou Lula de “golpista” e Serra, de “burro” e “idiota”.

Caetano repudiou Lula pelas declarações do presidente, semana passada, de que era preciso "extirpar o DEM" da vida pública nacional.  "O povo brasileiro não pode ouvir isso sem reclamar", disse o cantor, alertando para a importância da liberdade de imprensa.  "Se uma pessoa da imprensa reclamar, vem um 'idiota' dizer que a imprensa é golpista. Golpista é dizer que precisa destruir um partido político que existe legalmente", afirmou.

Sobre Serra, Caetano disse que seu erro foi tentar associar sua imagem à de Lula no horário eleitoral gratuito. “Serra é um idiota que apareceu com Lula, querendo dizer que é igual a Lula. É burro”, sentenciou.

Caetano acredita que a aprovação de Lula atualmente remete ao Brasil dos tempos de Getúlio Vargas. “É como se fosse assim uma população hipnotizada. As pessoas não estão pensando com liberdade e clareza”, afirmou. Mesmo assim, Caetano disse ser admirador de Lula, reconhecendo sua importância histórica para o País.

 

Aura Henrique, iG Bahia | 20/09/2010 18:54

Um pensamento só…

“A Democracia é uma construção coletiva e a Liberdade de um povo não pode ser submetida a interesses individuais ou partidários”.

O BRASIL É MAIOR!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Para que a morte dos que um dia lutaram por este Pais não seja em vão!

Jose Roberto Arantes de Almeida, lider estudantil, discursando no Viaduto do Chá, em São Paulo

José Roberto Arantes de Almeida, Lider Estudantil,  discursando contra o governo no Viaduto do Chá, em São Paulo

Acompanhando o horário politico pela TV nesta última semana, pude ouvir duas declarações de nosso atual presidente que me chocaram profundamente e que me deixou pasmo e que fazem refletir portanto esta necessidade de não sair de forma alguma.

Nas duas ele vêm a publico pedir votos e dar apoio ao candidato ao Senado Federal nada mais, nada menos, que o Delegado Romeu Tuma, que por anos serviu aos governos da Ditadura Militar em nosso pais e em nosso Estado.

Em uma das declarações ele enaltece a figura do candidato dizendo que quando ele, Lula, estava preso no DOPS paulista, foi acometido de uma terrivel dor de dente e, ele, Romeu Tuma, muito gentilmente, arrumou um dentista em plena madrugada  para tratar do seu dente. Tudo isto dito com uma terrivel “cara de pau” e que por isto, ele vinha ali pedir o apoio e enaltecer a figura do candidato Tuma. Coisa que certamente não aconteceu com meu primo, José Roberto Arantes de Almeida e sua companheira Aurora Furtado, a Lola, e também com a maioria dos demais presos politicos da época, em sua maioria estudantes que brigavam e lutavam por um Brasil, mais justo, mais sério, mais ético e  com menos privilégios e que foram barbaramente torturados e mortos pelos aparatos da repressão da época.

E, como se isto não bastasse, ele ,Lula, diz, em alto e bom som, se vangloriando numa segunda declaração inserida novamente na propaganda eleitoral da candidata Dilma, que ainda quando estava preso no DOPS, tinha o beneplácito do Delegado Tuma que, contrariando as normas impostas aos demais presos políticos de então, o chamava em seu gabinete, as escondidas, para que ele pudesse se informar do que estava ocorrendo fora das masmorras e dos porões, lendo o Estadão e demais orgãos da imprensa, tudo isto vangloriando-se deste privilégio sobre os demais presos do DOPS. Não será isto um exemplo da politica da “Lei de Gerson” onde o que importa é levar vantagem em tudo e que nosso presidente sorri achando tudo muito certo? Que tipo de homem que é este que aceitou estes tipos de “beneficios” e que não tem verganha de ainda contar estas história.

 

Fica aqui então a seguinte questão para uma reflexão:

Seria realmente este  o “tipo de governo” que estes jovens idealistas queriam para este Pais?

OgAAAMXGb3gZt_AZqmGoW4_kqatYd1k9OTpbm6E7XwAKMZmCb2fs9rfw-ajKJaLeAmihG8zLfcLYSAT_hc7ByV8MPo0Am1T1UPxSHSppbdvpC8ZKm1wXmbpCZzfZ 

José Roberto Arantes de Almeira em passeata em protesto pela morte de um secundarista, em São Paulo.

OgAAAJQDxIPFbxI7nk0XSKWCxgsXiQfKoxcq93FrL7WD26E1MjzlYvonKIizml5cq74Z3Ukbwo0J9eBoJtvMvEdh45EAm1T1UM4nLSvXqas5XHh1Vk1YedpTLK62
Estudantes sendo presos pela cavalaria da repressão nas ruas da capital

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Blog do Alberto Goldman: repassando para reflexões…

TERÇA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO DE 2010

Lula

O Lula está em todas. No dia a dia, não sai dos palanques. Aproveita qualquer um, com inaugurações ou não, para ressaltar, direta ou indiretamente, os seus candidatos preferidos. Na TV, nos programas eleitorais, seja para a sua candidata a presidente, seja para governadores, senadores, deputados, lá está ele. É dose cavalar. "Nunca antes nesse país" se viu tamanha ingerência de um presidente no exercício do cargo - e já vem de meses ou anos - na tentativa não só de eleger ou seus, mas de destruir os que  ousaram a ele se contrapor.

E não há lei ou tribunal que possa contê-lo.  Até debocha dos juízes. Pobre de mim que posso ser processado porque o Ministério Público acha que me excedi ao dizer, em inaugurações, que aquela obra inaugurada tinha sido iniciada pelo meu antecessor, o Serra.

O Lula tudo pode. No auge da popularidade, se julga um deus, onipotente. E o nosso povo  anestesiado - momentaneamente, assim espero - assiste a tudo com um ar de aceitação: afinal,  com crédito abundante na praça pode comprar seu carrinho, sua TV, sua geladeira, com justiça, tão almejados. Nem que seja pelo cartão, com  juros abusivos. Se a coisa estoura lá na frente....  bem é lá adiante, o negócio é viver o dia de hoje.

E mente. Mente, descaradamente. Hoje vou a Ribeirão Preto e pretendo falar sobre o que ele disse nessa cidade há uma semana. Desmentí-lo e - nos limites do meu tão limitado poder - desnudá-lo.  Depois eu conto.

Alberto Goldman

Blog do Alberto Goldman: a necessidade de uma reflexão urgente!

Olá, meus amigos!

Muitos de vocês lembrarão que nos meus tempos de deputado federal, eu costumava escrever semanalmente um Boletim Eletrônico que enviava por e-mail para milhares de amigos cadastrados que foram se chegando pouco a pouco ao longo de tantos anos de parlamento. Era uma comunicação com análises e opiniões a respeito de fatos recentes.

Durante meu mandato de vice-governador e no início desse período como governador me senti constrangido em continuar emitindo opiniões que poderiam parecer opiniões do Serra e causar confusões político-administrativas, já que o que penso sobre o governo Lula não é boa coisa.

Agora, no calor da campanha eleitoral, não posso me omitir.

A gota d'água foi um episódio pequeno, menor, em meio a tantos, mas que me encheu de indignação. Há poucos dias recebi um convite da Presidência da República para participar de uma cerimônia de entrega de um conjunto habitacional em Paraisópolis, na capital paulista, construído pela Prefeitura Municipal. Surpreso, fiquei sabendo que não tinha sido a Prefeitura que marcou a inauguração, e que o próprio prefeito havia sido convidado para o ato. O fato é que o Governo Federal contribuiu com cerca de 20% dos recursos, e o Governo do Estado com um outro tanto, mas a grande maioria dos recursos vieram da Prefeitura. Ainda assim, a inauguração, que seria comandada por Lula, estava marcada. Se nos recusássemos a ir, ou mesmo recusássemos a entrega das chaves, seríamos acusados de estarmos contra o povo que ansiava pela moradia.

E a festa foi dele, Lula. O presidente da associação dos moradores de Paraisópolis, um petista, já havia distribuído panfletos com seu rosto junto dos de Lula e de Dona Marisa que, para muitos, poderia parecer a Dilma, e com os dizeres de que a obra fazia parte do PAC do Lula para o nosso povo carente. A Prefeitura nem era citada. Para completar, no final do ato aparece um repentista, no meio do público, a quem o Lula ofereceu o microfone, que faz um improviso enaltecendo a candidata Dilma.

Como eu disse, foi apenas a gota d'água. Passei dias ruminando aquilo e decidi voltar. Não foi para termos de nos submeter a alguém, por mais popular que seja, sem escrúpulos, que manipula o povo, que dediquei toda a minha vida política. Volto a gritar, como no passado, contra um governo que não considero digno de respeito.

Escolhi para isso uma nova ferramenta, um blog. Acredito que desta forma nossa comunicação poderá ser mais ágil e interativa. O endereço é www.blogdogoldman.blogspot.com . No blog, do lado direito, existe a opção "Seguir", onde vocês podem cadastrar seus e-mails para receberem cada atualização feita no blog assim que ela acontece.

Como sabem, meu tempo é curto. Mas tentarei dedicar alguns minutos do meu dia para escrever. Espero poder contar com a interação de todos vocês por meio dos comentários.

Um grande abraço, Alberto Goldman.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

STAND BY ME

 

Basta clicar e assistir a uma coisa absolutamente impressionante, técnica ou musicalmente falando. Trata-se de um grupo de artistas, que não se conhecem entre si, de várias partes do mundo. Com o trabalho dos técnicos de som e imagem, voluntários e sem remuneração, tentaram captar o som de cada um dos artistas, individualmente. São atuações ao ar livre e foi extremamente difícil excluir os ruídos exteriores. Remixado tentou-se atingir um bom nível de pureza musical.
Chegou-se a esta maravilha musical conseguida através de alta tecnologia, e que num instante, junta as pessoas de todo o mundo, fazendo-as sentir e falar ao mesmo tempo a mesma linguagem universal:. A música.
Momentos como este, de grande dedicação e generosidade, fazem-nos ainda ter alguma esperança na humanidade.

CLIQUE:

http://http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2539741

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Publicadas pela Folha de São Paulo em 18/07/2010

                          Eduardo Knapp - 10.jul.2009/Folhapress


18/07/2010 - 14h13

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas, morreu ontem, às 20h50, no Instituto Dante Pazzanese, em decorrência de um infarto do miocárdio, aos 57 anos.
O médico sanitarista Luiz Roberto Barradas Barata, 57, assumiu a Secretaria de Saúde de SP em janeiro de 2003




Veja a repercussão da morte:

José Serra (PSDB) pelo Twitter - "Morreu nesta noite o Luiz Roberto Barradas, meu grande amigo, secretário da Saúde de SP, servidor público exemplar. Enfarte fulminante. A Saúde no Brasil deve muito a ele. Foi meu principal orientador quando assumi o Ministério da Saúde e meu secretário quando governei SP. Sua grande motivação era, como ele dizia,"ajudar as pessoas". Era formulador e administrador dedicado, inteligente e criativo. Que perda!"



Arlindo Chinaglia (PT-SP) - "Fiquei triste. Nós trabalhamos juntos. Tínhamos uma relação pessoal antiga, independentemente de função pública. Lamento no plano da saúde pública e no plano pessoal."



Alberto Goldman (governador de SP) - "Vai nos fazer muita falta. Toda a vida dele foi dedicada à saúde pública. Nesse último ano, todos os avanços que tivemos no Estado de São Paulo teve a participação decisiva dele. O trabalho de combate ao câncer é fantástico. Uma das pessoas que conhecia essa área com todos os detalhes."



José Aníbal (PSDB-SP) - "Como alguém com tanta vitalidade, iniciativa, programas de trabalho de atendimento à pessoa desaparece de uma forma absolutamente imprevisível? É muito doloroso."



José Gomes Temporão (ministro da Saúde) - "Colega médico, destacado sanitarista e competente gestor, Barradas dedicou boa parte de sua vida ao fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde). Compartilho desse momento de dor com seus familiares e com os colegas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a qual Barradas comandou com muita seriedade e responsabilidade, sempre visando o aprimoramento dos serviços de saúde pública e o bem estar da população."



Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) - "Excepcional homem público e amigo de todas as horas, Barradas nos deixa uma história de dedicação à causa pública. Competente, íntegro e leal, Barradas sempre foi motivo de orgulho para todos nós do PSDB de São Paulo. Aos seus familiares, externamos nosso profundo sentimento."



Gilberto Kassab (prefeito de São Paulo) - "Foi um grande assessor, esteve ao lado apoiando pessoas como Fernando Henrique, José Serra e Mário Covas. Foi também um bom comandante, como secretário. Deixará uma grande lacuna como cidadão, mas também como homem público."



Roberto Freire (presidente do PPS) - "Ele tinha relações muito estreitas com nosso partido. Uma visão que se aproximava da visão socializada da medicina. É para ser lamentada por todos. Um dos pioneiros do sanitarismo na política de saúde pública do país."



Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) - "Barradas sempre esteve presente nas ações de saúde pública nos últimos 15 anos, em SP e no Brasil. Ele deixa o mais importante legado individual para o aprimoramento do atendimento à saúde no Estado. Barradas era um homem de princípios, muito aferrado aos princípios do Sistema Único de Saúde, acreditando que era um sistema que podia ser aprimorado, mas que era uma grande conquista para o povo brasileiro. Além disso, ele era uma pessoa solidária, calorosa, um homem de coragem, um grande amigo, faz muita falta, convivi com ele durante quatro anos, imagino a desolação que o José Serra deve estar se sentindo."