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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Não à Portaria 303 da AGU! AI-5 dos Povos Indígenas?

O Brasil realmente assinou a Convenção 169 da OIT? Parece que não! A Portaria 303 da AGU (de terça-feira, 17/07), atinge severamente as terras indígenas! Um dos pontos da Portaria refere que "a atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal na área indígena, no âmbito de suas atribuições, fica assegurada e se dará independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas ou à FUNAI“. Acesse: http://racismoambiental.net.br

Temos de mostrar nossa insatisfação à mais este ataque do Estado Brasileiro contra as comunidades indígenas!

 

Clique aqui e assine a petição:

http://www.avaaz.org/po/petition/Nao_a_Portaria_303_da_Advocacia_Geral_da_Uniao_AI5_dos_Povos_Indigenas/?cclvFcb

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Depois das manobras do novo Código Florestal temos agora mais esta novidade para os povos indigenas do Brasil…

 

Sinais dos tempos: Ministério da Justiça autoriza estado do Mato Grosso a rever demarcação de terras indígenas

Estava eu quieto no meu canto, já sem vontade de protestar contra os inauditos desmandos políticos e administrativos da atual direção da Funai, do horripilante conluio entre as Ongs, os antropólogos neoliberais, as teologias messiânicas, conluio este que vem provocando o desmesurado desleixo com que vive a Funai atualmente -- estava eu assim, pensante,  -- quando recebi  uma matéria publicada no jornal eletrônico OlharDireto, de Cuiabá, sobre uma reunião recém-acontecida, entre 11 e 12 horas de hoje, entre os políticos do Mato Grosso, os fazendeiros e seus advogados e o próprio e atual ministro da Justiça.
De que tratou essa reunião, cujos resultados já são comemorados pelos fazendeiros e políticos em Cuiabá e cidades do Mato Grosso?
Tratou-se nada mais nada menos do que o pedido dos fazendeiros para rever a demarcação de terras indígenas. Seu resultado: uma autorização dada pelo atual ministro da Justiça à Assembleia Legislativa e ao governo do estado do Mato Grosso para rever os planos de demarcação de terras indígenas e até as terras indígenas já demarcadas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Nada poderia ser pior para a questão indígena do que essa atitude do ministro da justiça. Que "autorização" seria essa? (Será que não foi engano do jornalista?) Pois, com que direito alguém, tanto mais o ministro da Justiça, pode se arvorar de árbitro da Constituição, do Estatuto do Índio, do Convênio 169, ao ponto de autorizar revisões de demarcações?
Qual o pano de fundo, qual a situação atual da Funai, quais os protagonistas da questão indígena, quais as visões antropológicas e indigenistas que estão levando o ministro da Justiça a tomar tal atitude em alguns minutos de conversa com os políticos e advogados do Mato Grosso?
Onde está a Funai diante desse fato? Onde está a Associação Brasileira de Antropologia? Onde o Ministério Público Federal?
Levantem-se indigenistas, os iracundos e também os abúlicos! Parem de abulia! Já não podem deixar as coisas rolarem enquanto os povos indígenas e a Funai vão afundando oprimidos e reprimidos pelos ataques de fazendeiros, políticos, madeireiros, enquanto falsos indigenistas, antropólogos deslumbrados e tolos, e missionários messiânicos vivem de fomentar planos escalafobéticos que redundam unicamente na fraqueza da causa indígena no Brasil.
Levantem-se populações indígenas, através de suas lideranças de raiz, aqueles que não foram corrompidos pela política neoliberal!
Assim como a sociedade civil brasileira está cheia da corrupção impune que acomete o nervo moral do país, e está se levantando em protestos, está na hora, há que se fazer hora (e não esperar acontecer) para revertermos a situação calamitosa por que passa a Funai, o indigenismo nacional e a defesa dos povos indígenas.
Entregar a sorte dos índios aos governos estaduais é inaceitável! Acabar com a Funai para criar uma reles secretaria especial dos povos indígenas será um crime contra os índios e um retrocesso na história brasileira.

Mércio Gomes

LEIAM AQUI A MATÉRIA DO OLHAR ELETRÒNICO DE CUIBÁ:

15/09/2011 - 12:45

Grupo de trabalho do governo e da AL vai avaliar reservas indígenas

De Brasília - Marcos Coutinho e Vinícius Tavares

Grupo de trabalho do governo e da AL vai avaliar reservas indígenas

Foto: Josi Pettengill/Secom/MT

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, autorizou o governo do Estado e a Assembléia Legislativa de Mato Grosso a formarem um grupo de trabalho (GT) para avaliar todas as propostas e projetos de criação de novas reservas indígenas em território matogrossense, inclusive os atos pretéritos de homologação.
O aval foi dado há pouco em reunião com o governador Silval Barbosa (PMDB), o presidente da Assembléia, deputado José Riva (PP); o procurador geral do Estado, Jenz Prochnow; os deputados federais Neri Geller (PP) e Homero Pereira (PR); e representantes dos agricultores atingidos, incluindo o advogado Alécio Jaruche, de São Paulo.
"Essa foi uma decisão muito importante porque, de fato, existiram muito abusos na criação das reservas em Mato Grosso. Isso todo mundo sabe", afirmou Silval, em entrevista ao Olhar Direto, logo após a audiência com Cardozo.
Para o governador, o GT vai ser criado imediatamente diante de um cenário de "insegurança para milhares de assentados em Mato Grosso", que vivem à mercê de decisões de órgãos federais.
"Esta foi uma decisão muito inteligente do ministro, porque é inconcebível permanecer no cenário atual em que assentados são extremanente injustiçados por decisões e iniciativas arbitrárias da Funai (Fundação Nacional do Índio)", avaliou o deputado Riva, ao comemorar o resultado do encontro com o ministro.
Apesar da abrangência de atuação do GT, prioritariamente serão tratadas duas reservas: a Rio Pardo, localizada no município de Nova Nazaré, e Marã Iwatsep, situada em Colniza.
Segundo Riva, a situação da reserva Rio Pardo ilustra bem o cenário de abusos. "Esta reserva tinha 106 mil hectares, depois aumentaram o tamanho dela para mais de 200 mil hectares e agora querem aumentar novamente para mais de 450 mil hectares. Isso é inconcebíve", exemplifica o parlamentar.
Técnico, o procurador geral do Estado também elogiou a decisão do ministro e ressalta que "todos os critérios para criação das reservas vão ser avaliados e reavaliados". "Vamos analisar todas as justificativas e fazer um levantamento amplo. Vamos inclusive provocar a Funai nas esferas administrativa e jurídico se for necessário", esclarece Prochnow.

fonte: Postagem extraida do Blog do Mércio Gomes em 15/09/2011

http://merciogomes.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Descendente do fundador e primeiro morador da Vila de Corredeira visita novamente Pirajuí em busca de informações de seus familiares.

Novamente nesta semana Pirajuí recebeu a visita do arquiteto Nelson Ribeiro Machado, da Prefeitura Municipal de Campinas para levantar dados a respeito de Foto 5 seus antepassados em diversos cartórios e divisões da Prefeitura Municipal e de também do Acervo Permanente do Legislativo Pirajuiense.

Nelson foi recebido mais uma vez na Câmara Municipal pelo vereador Vandão Grejo em função dele, em sua recente gestão como presidente da Câmara, ter tido a sensibilidade de empreender um trabalho bastante importante que é o da estabilização do que ainda resta de antigos documentos do legislativo desde a fundação de Pirajuí, trabalho este que se deu através de contratação temporária da historiadora e técnica em conservação, Rejane Maria Martins Busch (cuja especialização foi realizada no Centro Nacional de Conservação Preventiva em Clima Tropical na cidade de Havana, em Cuba, com o atual diretor do Museu Nacional de Havana, professor doutor Raúl Garcia Rodriguez e Zoila Quadras - então diretora do CENCREN/UNESCO).

Vale lembrar aqui que o acervo encontra-se, no momento, apenas estabilizado e que o mesmo necessita ainda de alguns cuidados técnicos especiais tais como sistematização e digitalização dos principais documentos (trabalho este que no momento esta ainda não está devidamente definido de como será realizado e por quem, pois o mesmo necessitará ainda de pessoal qualificado para a sua execução), para concluir-se definitivamente o processo de conservação preventiva iniciado na gestão do Vereador Vanderlei Ferreira Grejo.

Desta forma, portanto, Nelson Ribeiro Machado veio em busca destas informações a respeito de seus familiares e entrou em contato para acertar e aferir algumas informações com o jornalista Cássio Cardozo de Mello, pois o mesmo havia Primeiros moradores do Distrito da Corredeira publicado em seu blog, uma foto do ano de 1905 da família de Joaquim dos Santos retratando a família deste que foi o primeiro morador da Vila e atual Distrito da Corredeira - que lá se estabelecera por volta do ano de 1900, proveniente da região de Amparo, na Bocaina, e adquirira uma grande extensão de terras na região do Rio Feio que foi denominada Fazenda São Sebastião.

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Joaquim dos Santos foi o primeiro desbravador daquela região e recebeu, em suas terras, em 1905, os membros da Expedição da Comissão Geográfica e Geológica do Estado chefiada por Olavo Hummel que haviam sido designados a procederem a um extenso levantamento da zona do extremo Oeste Paulista, compreendida a época entre os Rios Parapanema, Paraná e Tietê e apenas figuravam nos mapas como terrenos desconhecidos ou terras devolutas.

O ponto de partida de Nelson Ribeiro Machado em suas pesquisas

Como ponto de partida nestas pesquisas de sua família, Nelson partiu de um pequeno livro de tiragem bem restrita e que foi escrito por Felícia Alves dos Foto 8 Santos em 1977, intitulado “O Mundo Restrito de Dona Fé” que era neta do primeiro morador da Vila de Corredeira e filha de Felício Campos Alves e de uma das filhas de Joaquim dos Santos, a Francisca dos Santos, bisavó de Nelson.

Em 31 de julho de 1906 o pai de Felícia Alves dos Santos, Felício, veio a falecer juntamente com um seu cunhado Joaquim Cesário dos Santos, vítima de um ataque dos índios Kaingang, habitantes naturais de toda esta vasta região, e que estavam se portando de maneira bastante hostil em função dos trabalhos de penetração da Expedição da Comissão Geográfica e Geológica na exploração do Rio Feio, que corta toda aquela região até desaguar no Rio Paraná.

No ano anterior, precisamente no dia 18 de junho de 1905, distante a mais ou menos um quilometro da sede da fazenda, uma turma da referida expedição foi atacada pelos Caingang onde ficou assim ferido o chefe da mesma, o Engenheiro Olavo Hummel, provocando assim um grande pânico nos trabalhadores e uma grande correria, o que veio a dar o nome a vila de Vila da Corredeira.

De acordo com o livro de Felícia, foi construída assim uma capelinha em louvor a São Sebastião, situada ao lado da Casa Grande onde foram enterrados o genro e o filho de Joaquim dos Santos e posteriormente o próprio fazendeiro que veio a falecer anos mais tarde em função de amarguras pela perda dos entes queridos.

Desta forma, a convite do vereador Vandão, que é filho do Distrito de Corredeira, o visitante Nelson Ribeiro Machado, em sua primeira visita, pode, juntamente Cássio M. Cardozo de Mello Filho e com o Vereador Vanderlei Ferreira Grejo, cFoto 4 onhecer o atual Distrito da Corredeira onde pode conversar com um antigo morador do local e que vive em uma casa situada bem atrás da Igreja de São Benedito e que guarda certa semelhança com a casa do então JFoto 06 oaquim dos Santos, retratada em um foto feita pelo fotografo da Expedição do Rio Feio, da Comissão Geográfica.

Nelson ainda durante a visita foi levado ao alto de um morroCorredeira antiga Capela Alto do Morro onde pode visualizar os restos de uma pequena capela abandonado há muitos anos que ele acredita ser o local da  chacina dos dois trabalhadores pelos índios Kaingang conforme relatado também em capitulo do livro “Sertões da Noroeste” e no livreto de Felícia Alves dos Santos, sua tia avó.

A VINDA A PIRAJUÍ EM BUSCA DE MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE SEUS ANTEPASSADOS

Nelson Ribeiro Machado nos conta que “Na impossibilidade de dominar incontido desejo de tomar contato com dados mais precisos sobre estas gerações de parentescos que pelas terras da Noroeste Paulista fincou raízes e criaram seus descendentes, parti para a cidade de Pirajuí a busca de documentos em cartórios, igrejas, cemitérios, órgãos públicos, e da memória viva de algum de seus atuais habitantes que porventura ainda estivessem de posse de sua plena lucidez, apesar da idade avançada que certamente eu os iria encontrar” e finaliza dizendo “Entre as minhas expectativas estava um encontro com Cássio Cururu, uma pessoa que só conhecia pelo nome, mas que certamente poderia contribuir muito nesta minha empreitada.

Finalizando Nelson nos conta que “Após me instalar estrategicamente no hotel Pirajuí e ter percorrido os três cartórios do município, dirigi-me a uma biblioteca pública aonde através do contato com Rose Sinhorini, que vim saber posteriormente se tratar da atual Secretária Municipal de Cultura, recebi o convite de me dirigir a Câmara Municipal, pois o vereador Wanderley Ferreira Grejo lá me aguardava.

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma visita inusitada e gratificante…

Na semana passada, Pirajuí recebeu a visita do arquiteto Nelson Ribeiro Machado,  funcionário da Divisão de Obras da Prefeitura Municipal de Campinas que aqui permaneceu por alguns dias para levantar dados a rFoto 5espeito de seus antepassados em diversos cartórios e divisões da Prefeitura Municipal e de também do Acervo Permanente do Legislativo Pirajuiense. Assim sendo, ele foi recebido pelo Vereador Vanderlei Ferreira Grejo, após ter passado em cartórios de nossa cidade e de também do Centro de Educação Unificado onde encontra-se a atualmente a Biblioteca Pública Municipal além de uma unidade do Programa Acessa São Paulo, mantido pelo Governo do Estado de São Paulo. Desta forma recebi assim uma ligação do vereador Vandão,  já que minha esposa Rejane e eu tínhamos sido responsáveis por um trabalho de conservação preventiva junto ao que sobrou do acervo documental permanente desta Casa de Leis, me consultando se havia a possibilidade de se pesquisar dados a respeito da Vila de Corredeira hoje Distrito de Pirajuí, uma vez que Nelson estava atrás de informações de seus antepassados que foram os primeiros moradores daquele povoado. E segundo declaração do próprio Nelson, seu interesse é o de levantar dados de seus antepassados para montagem de uma arvore genealógica conforme ele mesmo nos declarou em seu depoimento a seguir “Há poucos meses atrás, na intenção de montar minha arvore genealógica, deparei-me com a limitação de informações quanto ao ramo dos antepassados portugueses de meu pai” e “Entre as poucas certezasFoto 8 estavam as suas passagens pela cidade de Pirajuí, considerando as citações de parentes a muito afastados ou já falecidos, e principalmente amparado em dois surrados livros antigos, tidos como patrimônio da família.” Continuando ainda em seu relato, Nelson nos diz que O primeiro, escrito por Edgard Laje de Andrade, intitulado “Sertões da Noroeste”, de 1945, onde entre seu conteúdo épico encontram-se apenas dois parágrafos grifados, provavelmente por minha avó, com caneta esferográfica azul, como destaque para a propriedade de Joaquim dos Santos, desbravador da região e um dos fundadores da cidade de Pira  juí.” Ainda segundo nosso visitante “Com uma pequena tiragem, apenas para presentear parente e amigos próximos, o segundo e não menos épico, foi escrito pela primeira neta de Joaquim dos Santos, Felícia Alves dos Santos, filha de minha bisavó Maria Francisca de Jesus, a querida e saudosa dona Tita, primeira filha deste bravo bandeirante do recém iniciado século XX. Neste pequeno livro, “O Mundo Restrito de Dona Fé”, de 1977, em sua linguagem simples e coloquial, ela alterna filosofias próprias sobre a vida, com uma prodigiosa memória de sua infância, trazendo cenas que nos leva a conhecer detalhes da dolorosa saga e do cotidiano de uma família, que em confronto direto com os índios Coroados, consolidou e perdeu terras junto com seus entes mais queridos, e que mais tarde veio a se constituir na localidade de Corredeira, um distrito de Pirajuí.” Ainda segundo nos contou Nelson Ribeiro Machado “Após cuidadosa leitura destas publicações e ávido por mais informações, lancei mão da internet. Nome de cidades e de familiares, um a um foi titulado, sites variados foram exaustivamente pesquisados sem nada acrescentar Primeiros moradores do Distrito da Corredeiraao pouco que dispunha, até que num site de busca apresentei para localização as palavras “Joaquim dos Santos Corredeira” e u m acervo de fotos de Cássio Cururu surge na tela. Qual foi minha surpresa quando numa foto antiga,  possivelmente datada de 1904, me deparo com um numeroso grupamento de pessoas à frente de uma casa de colono, contendo  legenda em ma100_3331nuscrito com os seguintes dizeres: “Família de Joaquim dos Santos, último morador de Corredeira (por localizar-se no limite da divisa com as terras sob domínio dos índios Coroados) ”. E ainda em seu relato Nelson nos diz que  “forte emoção me tomou conta quando de imediato identifiquei meu tataravô Joaquim e minha bisavó Tita com sua filha Felícia ao colo, beirando seus dois aninhos de idade, a mesma autora do livro já citado e que muitos anos mais  tarde me despertariam tamanho interesse por meus antepassados” e ainda “fotos posteriores mais atuais, do mesmo acervo, junto com imagens de Corredeira, ainda me trouxerCorredeira antiga Capela Alto do Morroam o registro de uma capelinha, isolada em campo aberto, onde deduzi tratar-se do marco onde foi enterrado meu tataravô e parte de sua família.”  Segundo ainda o depoimento de Nelson sua vinda a Pirajuí  foi necessária pois “na impossibilidade de dominar incontido desejo de tomar contato com dados mais precisos sobre estas gerações de parentescos que pelas terras da noroeste paulista fincou raízes e criaram seus descendentes, parti para a cidade de Pirajuí a busca de documentos em cartórios, igrejas, cemitérios, órgãos públicos, e da memória  viva de algum de seus atuais habitantes que porventura ainda estivessem de posse de sua plena lucidez, apesar da idade avançada que certamente eu os iria encontrar e entre as minhas expectativas, estava um encontro com Cássio Cururu, uma pessoa que só conhecia pelo nome, mas que certamente poderia contribuir muito nesta minha empreitada.” Após me instalar estrategicamente no Hotel Pirajuí e ter percorrido os três cartórios do município, dirigi-me a uma biblioteca pública onde através do contato com Rose Sinhorini, que vim saber posteriormente se tratar da atual Secretária Municipal de Cultura, recebi o convite de me dirigir a Câmara Municipal, pois o vereadorFoto 4 Wanderley Ferreira Grejo lá me aguardava. A partir da ligação do vereador Vandão, me dirigi até a Câmara Municipal onde fui apresentado ao Nelson e pude então explicar ao visitante que as fotos encontradas por ele haviam sido realmente postadas por mim pois já há algum tempo eu e Rejane vimos pesquisando sobre este assunto, o Cururu que ele gostaria de conhecer. Assim sendo, convidado pelo Vereador e pelo próprio Nelson marcamos a visita ao Distrito de Corredeira para que eu e o morador José Torres os levassem no alto do morro onde lá existe o que resta de uma pequena capela que, segundo José Torres, que eleFoto 03 declarou existir há muito tempo, desde que ele era menino e que, segundo moradores de lá, foi erguida em louvor a São Sebastião e que provavelmente seria o local da chacina e onde jaziam os restos mortais do genro e do filho mais velho de Joaquim dos Santos. Desta forma portanto fica aqui o registro de o quanto é importante os municípios preserv arem a suas memórias bem como a da sua população, e de também investirem de forma adequada em equipamentos culturais que valorizem a cultura de uma forma geral. E, na visita ao Distrito da Corredeira, juntamente cFoto 01om o vereador Vandão Grejo, nascido e criado lá naquela localidade, Nelson pode visitar no alto do morro a capelinha que vira postado no meu arquivo no Panoramio do Google Earth e de também conhecer um antigo morador daquela vila que, coincidentemente, mora em uma casa antiga que guarda muitas semelhança com aquela que foi retratada pelo fotógrafo da Expedição do Rio Feio em 1905.

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Desta forma portanto, foi realmente uma visita inusitada e importante para restabelecer-se assim parte da memória de Pirajuí, e altamente gratificante para nós sabermos que nosso trabalho foi compensado e reconhecido pois vem acrescentar assim dados para este resgate cultural tão importante para as futuras gerações que pouco conhecem de nossa história e do que significou este “progresso” tanto para os que aqui chegaram como para os que aqui habitavam e que tão valentemente defenderam seu territórios em que viviam de maneira equilibrada e auto sustentável: os índios Kaingang  cujos poucos e ínfimos remanescentes vivem nas Terras Indígenas de Vanuire e Icatu, respectivamente nos municípios de Arco Íris e Braúna.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Servidão Voluntária: Olhando um pouco a nossa volta…

 

Postado domingo, 27 de fevereiro de 2011 no Blog do Mércio Gomes

 

La Boétie e Comparato falam de servidão voluntária

 

Esta semana seis funcionários da Funai foram surpreendidos com notificações de que estão sendo processados pelo órgão, em forma de processo administrativo disciplinar -- PAD --, por terem ajudado os índios que ficaram mobilizados por sete meses no Acampamento Indígena Revolucionário em protesto ao Decreto 7506/09, entre fevereiro e julho de 2010.
A mobilização indígena foi um dos atos mais extraordinários do indigenismo brasileiro e assim ficará para a história, quando ela for devidamente avaliada. Totalmente espontâneo, movido pela consciência de que estavam sendo oprimidos e anulados nos seus direitos humanos e civis, mais de 600 índios acamparam em frente ao Ministério da Justiça, passando por todos os tipos de agravos e dificuldades, sendo perseguidos pelas polícias militar, civil e federal, assediados pelos mensageiros das ONGs que estão aliadas à atual direção da FUNAI -- somente ajudados por alguns sindicatos de Brasília e pela solidariedade de estudantes e ... indigenistas!
Que ajuda teria sido essa? Conversas, explicações sobre o dito decreto, ajuda de alimentação, não mais do que isso -- e esse pouco com o aval da ANSEF, a associação dos servidores da própria FUNAI!
Entre os processados está o índio Xavante Jeremias, que também é político em sua região natal, Campinápolis, sendo atualmente vereador. Ser funcionário da FUNAI tirou-lhe o direito de ser índio!
A ajuda, o apoio foi dado por essas pessoas e por algumas outras, gatos pingados que viam nesse acampamento algo diferente, mas que temiam se expor na ajuda. Os que não ajudaram em nada estão curtindo o pesadelo de suas consciências, de suas atitudes abúlicas e infiéis à sua profissão.
Por que somente esses seis funcionários estão sendo visadas pela sanha persecutória da atual direção da FUNAI, não se sabe. Ajudar pessoas não somente não é contra a lei, como também é obrigação moral do indigenismo brasileiro ajudar índios que precisem de ajuda.
Em qualquer circunstância, o indigenista brasileiro, de tradição rondoniana, deve ajudar, até à custa e ao perigo de morte, seguindo o dístico máximo do humanismo do velho SPI:
"Morrer se preciso for, matar nunca".
No caso da ajuda aos índios acampados  e que por algumas vezes foram recebidos no Senado Federal  (uma desses vezes, na marra!) protestando contra o decreto 7506, sob o beneplácito dos senadores, nem questão de morte era!
Era questão simplesmente de solidariedade e de moral indigenista.
A dúvida que paira no ar, nesse momento de transição de governo, é: por que os funcionários da FUNAI, os indigenistas que lá trabalham, jovens e veteranos, e os aposentados que continuam nesse mister, não fizeram até agora nada a respeito dessa perseguição descabida, que fere os princípios morais da grei indigenista!
Nem uma palavrinha de solidariedade alguns indigenistas deram, abscondidos que estavam em sua trepidez voluntária!
Para melhor entender essa dúvida, vale a pena ler o artigo abaixo, escrito pelo eminente jurista Fábio Konder Comparato, refletindo sobre um famoso livro de Étienne de la Boétie, o "Discurso sobre a Servidão Voluntária".

Fonte: Extraído do Blog do Mércio Gomes  (http://merciogomes.blogspot.com/)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

LIDERANÇAS INDÍGENAS INTERNACIONAIS SE REUNEM NOS DIAS 18 E 19 DE DEZEMBRO DE 2010 NA CIDADE DE BAURU…

 

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Para construir uma nova história, nos dias 18 e 19 de dezembro de 2010, na cidade de Bauru - São Paulo, lideranças indígenas históricas de peso, fama e respeito nacional e internacional se reunirão para um dos mais importantes eventos indígenas - o 1º Encontro de  Lideranças Internacionais Indígenas do Brasil. Promovido pela AMICOP - Associação de Mulheres Indígenas do Centro Oeste Paulista, sob a Coordenadoria Geral da Presidente Jupira Terena, o evento contará com a coordenação do Cacique Cafuzo Robson Miguel e terá como Mestre de Cerimônia e  Relações Públicas – a indígena Dra. Silvia Nobre Waiãpi - escritora indígena e Membro do GAPCon - Grupo de Análise e Prevenção de Conflitos Internacionais/ G3.

O evento contará com presença e participação do publico amante da cultura indígena, formadores de opinião, autoridades políticas, lideranças indígenas e dos nossos palestrantes convidados, dentre eles (Fotos postas abaixo na seqüência) a Cacica e Presidente da AMICOP, Jupira Terena, Marcos Terena, Cacique Megaron Txukarramãe, Dra. Silvia Nobre Waiãpi, Dra. Azelene Kaigang, Cacique Cafuzo Robson Miguel e o Grande Cacique Raoni.

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Para obter mais informações sobre a programação do evento e de todas as associações indígenas que estão envolvidas, acesse no Blog: http://www.amicop.blogspot.com/

ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES INDÍGENAS DO CENTRO OESTE PAULISTA – AMICOP

Rua  Luiz Berro- Nº 5 - 30 – Jardim Tangará - Chácara do Roberto – Bauru - SP. Pegar a Avenida Cruzeiro do Sul no asfalto novo e seguir até o final da avenida.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

09 / 11 / 2010 Índios interditam rodovia no Maranhão

Por  clipping

Índios interditaram a rodovia BR-226 na região de Barra do Corda, no Maranhão. O bloqueio teve início no domingo (7) e, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a interdição continuava nesta segunda-feira (8).

Cinco índios foram baleados no domingo por um delegado que passava pelo local em uma motocicleta, de acordo com a PRF. Os indígenas tentaram mantê-lo refém, mas ele reagiu. O delegado também ficou ferido. Ele foi socorrido por um motorista e levado a um hospital da região, onde permanece internado.

A rodovia atravessa a reserva Canabrava e constantemente é usada em protestos dos índios. Desta vez, segundo a PRF, o grupo reclama que não recebeu verbas para educação que deveriam ter sido repassadas a aldeias.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que homens da Polícia Militar foram enviados ao local. (Fonte: G1)

Extraída do Site do AmbienteBrasil

sexta-feira, 16 de julho de 2010

E em Tempo: Deu no Blog do Mércio Pereira Gomes…

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Funai demite Afonsinho, um dos heróis do indigenismo brasileiro

Uma das maiores injustiças feitas a partir do decreto 7506, que desestruturou a Funai, foi a demissão cabal de uma dos maiores indigenistas brasileiras, um verdadeiro herói vivo da nossa tradição.

Afonsinho, que entrou em contato pacífico com os índios Arara, num longo período de 1976-1981, após ser flechado duas vezes por um dos guerreiros Arara, foi demitido sumariamente enquanto estava na aldeia dos Arara fazendo seu trabalho de indigenismo leal e persistente, quieto, sem alardes, humilde e determinado.

Em recente viagem à região, o jornalista Felipe Milanez esteve com Afonsinho, que, embora mostre um visível abatimento físico, preserva sua dignidade indigenista e de homem. A matéria saiu na Revista Vice desta semana.

As homenagens desses Blogs a Afonsinho.

Reportagem de Felipe Milanez para a Revista Vice BR

Transcrita do Blog Mércio Pereira Gomes.

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(Felipe e Afonsinho.)

Nosso colaborador Felipe Milanez é praticamente um nômade que prefere curtir com índios nos mais diferentes rincões do Brasil do que qualquer outra coisa, como atesta sua reportagem Genocídio na Selva, publicada em nossa edição mais recente. Olha o que ele nos mandou direto de Altamira, no Pará.

Quando Afonsinho era criança, seu pai, seringueiro, foi morto por índios assurini. Quando tinha 16 anos, precisava trabalhar e para isso teve que dar um gato no registro de nascimento, aumentar sua idade para 20, e entrar no serviço público. Foi contratado pelo Serviço de Proteção ao Índio (o SPI, antiga Funai) para um trabalho arriscado: pacificar índios arredios. Justamente, com índios. Correu risco de vida em expedições extremas. “Amansou” os irredutíveis e guerreiros indígenas kayapó, em aventuras que deixariam no chinelo os passeios do Coronel Fawcett. Ao meio dia da quinta-feira de 3 de junho de 1976, enquanto tentava pacificar os bravos índios do povo arara que estavam em conflitos na floresta com colonos na região da Transamazônica, Afonsinho foi atacado. Uma flecha entrou em seu pulmão, a outra atravessou o rim. A imagem feita quando ele chegou à cidade para ser hospitalizado dá medo. Seus colegas João Carvalho e Antonio Ferreira Barbosa também levaram outras espetadas. Todos sobreviveram. Afonsinho conseguiu fazer a paz e se tornou grande amigo e o maior aliado dos araras, com quem convivia até o último mês de janeiro. Afonsinho trabalha para proteger os índios dos brancos que invadem as suas terras. Quer dizer, trabalhava. Depois dessa vida de dedicação à causa indígena, descendente moral do Marechal Rondon, Afonsinho foi demitido. Estava no meio de uma leva de funcionários mandados embora por causa da reestruturação da Funai, em fevereiro.

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Hoje, com 72 anos, Alfonso Alves da Silva, é considerado o maior sertanista vivo do Brasil. Não guarda mágoas. “Mágoa? Não, não tem disso não, rapaz.” Nem com os índios que mataram seu pai, nem com aqueles que o flecharam, nem com a Funai. Voltaria a trabalhar com os índios, na Funai, se fosse recontratado? “Eu gostaria muito, sabe, é só isso que sei fazer da vida.”

A terra dos araras (Terra Indígena Cachoeira Seca) vai sofrer impactos da usina hidrelétrica de Belo Monte, o grande projeto do governo no rio Xingu que tem dado o que falar. Quando funcionários da Eletronorte estiveram na aldeia, os índios derrubaram a casa deles. Os funcionários ficaram com medo. Afonsinho não estava. Os araras confiam em Afonsinho. E fora ele, desconfiam dos brancos. A demissão pode deixar os índios araras sujeitos a serem usados e manipulados. Podem ficar à mercê dos vizinhos com que brigam e já mataram. Afonsinho é o intermediário deles, quem sabe explicar o mundo que os cerca. Afonsinho é, também, o guru de todos os outros sertanistas da Funai, que precisam aprender com sua experiência no mato – e a sua dedicação aos índios. É um sujeito pequeno, franzino, “Mas forte que é o diabo”, me disse um sertanista que o admira. Estive com esse herói brasileiro semana passada, em Altamira. Ele mora em uma casa na rua 7 de Setembro – cheguei lá perguntando na rua pelo “Afonsinho da Funai”. Chamei por ele, que veio caminhando em seus passos curtos, mas firmes.

Vice: Você está triste?
Afonsinho:
Eu estou bem. Rapaz, é a vida, né.

Como você ficou sabendo da sua demissão?
Primeiro, eu tava lá Cachoeira Seca, no posto, com os índios, e daí ouvi no rádio, na Rádio Nacional da Amazônia. Ouvi meu nome. Mas não entendi bem não. Depois eu vim pra cidade, ia sair de férias uns dias. Mas daí vieram aqui me avisar que eu tinha sido demitido, tinha perdido a minha função.

O que você estava fazendo no posto?
Lá é o lugar para fiscalizar a terra dos araras, para não ter invasão. Dar assistência pra eles. Agora eu tava construindo um alojamento melhorzinho, porque o outro já ta bem degradado. Mas daí faltava recurso, e a gente tem que se virar, né.

Quanto tempo você ficou no mato para fazer a pacificação desse povo, que atacava todos os brancos que chegavam ao território deles?
Foi de 1980 até 1º. de janeiro de 1987. Mas ia e voltava, a gente montou um posto, dava brindes pra eles, fazia uma roça grande. Eles eram nômades, andavam por tudo lá. Tavam fugindo, precisavam de comida. Daí vinham pegar essas que a gente deixava pra eles, mandioca, farinha, mamão, jerimum.

Por que vocês estavam lá para pacificar eles?
Estavam construindo a Transamazônica, que passou pela aldeia deles. E tinham muitos colonos chegando. Eles eram índio brabo, arredio, ainda não tinham tido contato com os brancos. Os brancos estavam atacando eles. Eles fugiam.

afon22

E você conhece hoje aquele que flechou você?
Claro, é meu amigo. Quem me flechou vive na aldeia do Laranjal, outra terra indígena dos arara, ali perto. Ele tá lá, é meu amigo. Não temos problema não. Acho que ele tem um pouco de vergonha, sabe. Quando me vê vem querer me agradar, dá umas bananas, um pedaço de caça. Mas não tem nada disso não. Ele me disse, é que ele não sabia que eu tava querendo ajudar ele.

Morreram muitos índios depois do contato, por epidemias?
Nenhum. Eu isolei completamente a área. Não entrava ninguém com gripe. Por dois anos, não houve nenhuma epidemia de gripe. E depois, a gente conseguiu salvar todos que contraíram o vírus. Foi a primeira vez que houve um contato, no Brasil, com um povo indígena isolado, em que todos os índios sobreviveram.

Eles confiam em você?
Confiam. Sou amigo deles. Eles sabem que eu sempre vou ajudar eles. Esses araras do rio Iriri, da Cachoeira Seca, não conhecem esse mundo dos brancos, e têm medo do que pode acontecer.

Não sei também se eu conheço esse “mundo dos brancos”.

POR FELIPE MILANEZ VICE BR

Comentário publicado no Blog do Mércio Pereira Gomes em 16/07/2010…

Ministro da Justiça suspende portaria de demarcação de terra Guarani

O STF ordenou e o ministro da Justiça cumpriu. Está suspensa a portaria nº 954, de 4 de junho de 2010, que declarava como de posse permanente do grupo indígena Kaiowá uma gleba de terras de 9.700 hectares como terra indígena, localizada no município de Jutaí, em Mato Grosso do Sul, e ordenava a Funai para que procedesse à sua demarcação. A única terra indígena Guarani projetada para demarcação no segundo governo Lula, apesar de toda a fanfarra de que seriam demarcados de 500.000 a 1.000.000 de hectares!
Por que o ministro fez isso?
Claro que por ordem do STF, por resolução da ministra Carmen Lúcia, atendendo a Ação Cautelar de terceiros interessados.
Essa atitude negativa é consequência do Acórdão de Demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Esse acórdão foi inicialmente redigido pelo voto do ministro relator Ayres Britto, todo rebuscado, parecendo uma obra-prima jurídica, mas com graves erros de interpretação da questão indígena brasileira, re-elaborado pelo voto do ministro Direito, carregado de preconceitos e desvios interpretativos, reacionário até a medula, e votado por unanimidade de 9 votos a 2 no dia 19 de março de 2009. 19 ressalvas e a proposição de que a data fatal que regulariza a legitimidade de grupos indígenas ao conceito de ocupação permanente seria o dia da promulgação da Constituição de 1988.
Data fatal, irreal, injusta, porém fruto da reificação que as ONGs e o CIMI vinham fazendo dessa Constituição, considerando-a como aquele instrumento que teria mudado a vida dos índios.  Antes dessa Constituição, não teria havido nada de bom para os índios.
Como no bordão do presidente Lula, ... "nunca antes na história de país..."
Pois bem, a interpretação do ministro Ayres Britto deu no que deu. Da história do indigenismo rondoniano foi feito tabula rasa e o resultado está se vendo.


Menos uma terra indígena para

os Guarani.

Deu no Blog do Mercio Pereira Gomes em 16/07/2010…

MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, em cumprimento à decisão liminar proferida nos autos da Medida Cautelar em Ação Cautelar no 2641, pelo Supremo Tribunal Federal - STF, resolve:

o N- 1.701 - Suspender os efeitos da Portaria no 954, de 04 de junho de 2010, publicada no DOU de 07 de junho de 2010, Seção 1, que declarou de posse permanente do grupo indígena Kaiowá a Terra Indígena TAQUARA

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Movimento Civico Indigena

 

Enviado por: "Terena" marcosterena@gmail.com
Dom, 11 de Jul de 2010 1:33 pm  publicado em culturaspopularesBR@yahoogrupos.com.br

*FRENTE CÍVICO INDÍGENA 10 DE JULHO*


1. Formar uma frente cívico-revolucionária com uma estratégia comum de luta.
2. Designar desde então uma figura chamada a presidir o governo provisório,
cuja escolha, como prova de desprendimento por parte dos líderes
oposicionistas e de imparcialidade por parte do designado, ficaria a cargo
do conjunto de instituições cívicas.
3. Declarar ao país que, dada a gravidade dos acontecimentos, não existe
outra solução possível senão a renúncia do ditador e entrega do poder à
figura que conte com a confiança e o apoio majoritário da nação, expresso
por meio de suas organizações representativas.
4. Declarar que a frente cívico-revolucionária não invoca nem aceita
mediação ou intervenção alguma de outra nação nos assuntos internos. Que, em
troca, apoia as denúncias dos emigrados indígenas sobre violação de direitos
humanos, junto aos organismos internacionais e pede que, enquanto persistir
o atual regime de terror e ditadura, suspenda todos os envios de ameaças.
5. Declarar que a frente cívico-revolucionária, por tradição republicana e
independentista, não aceitaria que nenhum tipo de junta militar governasse
provisoriamente a república.
6. Declarar que a frente cívico-revolucionária tem o propósito de afastar o
exército da política e garantir a intangibilidade das forças armadas.
Que os militares nada têm a temer do povo indígena e sim da camarilha
corrompida que os envia para a morte em uma luta fratricida.
7. Declarar, sob promessa formal, que o governo provisório realizará
eleições gerais para todos os cargos do estado, províncias e municípios, ao
cabo de um ano, sob as normas da Constituição de 88 e do Estatuto do Índio e
entregará o poder imediatamente ao candidato que seja eleito.
É fundamental que se criem espaços de participação política específicos para
estes setores, para que todo o seu potencial intelectual possa encontrar
canais de expressão que lhes permitam contribuir com suas idéias e
iniciativas para os grandes desafios com que a revolução indígena se
defronta hoje.

 

*Fidel, a Estratégica Política da Vitória, ano de 1959*

MARCOS TERENA - 2310
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Tropa de Elite Expulsa Indigenas no DF

 

Enviado por: "M. Marcos Terena" marcosterena@uol.com.br

Dom, 11 de Jul de 2010 11:25 pm  publicado por: culturaspopularesBR@yahoogrupos.com.br

Amanhecemos com a notícia de que os poucos indígenas que
estavam acampados na Esplanada dos Ministérios foram
violentamente retirados do local pela Tropa de Elite da PM-DF.
Prá que serve uma Tropa de Elite?
Prá que serve uma Secretaria do Governo dos Direitos Humanos?
Nós Indígenas e aqueles que lutam pelos direitos humanos
devem acordar para o cerco policial com justificativas legais,
sobre o movimento indigena e seus direitos individual ou
coletivo.
Noutros tempos a ABI (Barbosa Lima Sobrinho), CNBB (Dom Luciano)
e OAB (Sepúlveda Pertence) já estariam em ação e se
manifestando contra esse tipo de violação que usa como se
fosse algo normal, pimenta, gás, balas de borracha contra
homens, mulheres e crianças.

FUNAI? Onde estava a FUNAI
nessas horas?


POVOS INDÍGENAS:"Caminhamos em direção ao futuro nos
rastros de nossos antepassados".
É hora de rompermos esse amedrontador silêncio e m nome
da democracia. Nós Povos Indígenas nunca fizemos parte
disso a não ser como vítimas, mas agora nesse ano
eleitoral

VAMOS PRATICAR ESSA MENSAGEM NASCIDA NA DEFESA DAS

NOSSAS TERRAS E DO MEIO AMBIENTE DURANTE A RIO 92, COM

CORAGEM,CONSCIÊNCIA E NOSSO VOTO.

M. MARCOS TERENA


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Mulheres indígenas denunciam brutalidade policial na destruição do AIR

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Brasília, 11 de julho de 2010

As Mulheres Indígenas do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR)

As Mulheres Indígenas do Foro de OrganizaçõesFeministas Latino-americanas y Caribenhas

As Mulheres Indígenas do Conselho Nacional de Mulheres Indígenas

Vêm a publico manifestar o seu repúdio a truculenta ação ocorrida na manhã do dia 10 de julho de 2010, quando uma violenta, irregular, arbitrária, ilegal e etnocida operação policial a mando do GDF, contando com forças do BOPE, Força Nacional, Policia Federal, Policial Civil, Batalhão de Choque Rotam, PM do DF e Cavalaria da PM do DF, cumprindo solicitação da AGU (Advocacia Geral da União) e da Fundação Nacional do Índio (Funai), atacou o Acampamento Indígena Revolucionário – instalado na Esplanada dos Ministérios, em protesto pacifico contra o decreto 705609, que extingue Postos Indígenas e Direitos adquiridos, e pedindo exoneração do presidente da Funai, Marcio Meira – no amanhecer, enquanto homens, mulheres, idosos e crianças ainda dormiam.

Sem mandado judicial, a operação deixou inúmeros feridos, incluindo duas crianças de 2 e 4 anos, que foram removidas para os hospitais HMIB e HRAN – por conta dos efeitos do gás pimenta. Uma menina de 12 anos foi brutal e covardemente atingida com um jato de gás pimenta no rosto por um oficial do BOPE (o que ficou gravado no celular). Uma militante agredida pelos policiais, grávida de 3 meses, abortou. Uma mãe de família foi arrastada pelas pernas para fora de sua barraca e agredida verbal e fisicamente.

A operação policial destruiu as barracas e recolheu roupas, panelas e comidas dos acampados – o que pode ser caracterizado como FURTO - no intento de dificultar a vida dos manifestantes e forçar sua saída da Esplanada dos Ministérios, pleito do Palácio da Justiça ha mais de seis meses.

Apoiadores ficaram detidos sem acusação, sendo que um desses, gravemente adoentado e precisando tomar antibióticos, teve o seu direito a atendimento médico negado pelo delegado da 5ª DP. Os responsáveis pela divulgação midiática do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), gravando, fotografando e divulgando os eventos, foram os primeiros a ser algemados e detidos, só sendo liberados apos o termino da operação policial – sendo que um desses recebeu sua câmera de volta danificada e sem a fita com o registros das violências que comprometem as corporações policiais envolvidas.

Pelo que foi ouvido de um oficial do BOPE, havia a determinação expressa de que não se filmasse nada. Militantes ficaram detidos sem acusação formal, apoiadores foram ameaçados.

O Governo ilegítimo do DF age como um Estado Policial a serviço do Ministério da Justiça e do Gabinete Pessoal do Presidente Lula, que forçam uma queda de braço com as populações indígenas brasileiras ao se recusar a discutir o fim do decreto e a exoneração de Marcio Meira.

A indígena vitimada por um aborto, provocado pela brutalidade policial, teve a sua condição de gestante negada pelo médico do Hospital de Base por conta da pressão da servidora Joana, da FUNAI – apesar dela contar com exames pré-natais que comprovam a gravidez, o médico se recusou a assinar o laudo. O Instituto Médico Legal encenou uma farsa, com a perícia não fotografando nem relatando os hematomas e demais lesões de um rapaz Tupinambá, ferido e torturado em sua passagem pela 5ª DP, quando – com pés e mãos algemadas – recebeu golpes de cassetete e jatos de spray de pimenta no rosto, a pedido do ouvidor da FUNAI e membro do CNPI (Conselho Nacional de Política Indigenista), Paulo Pankararu, e seu subalterno, Ildert.

O subalterno da FUNAI, usando óculos escuros, boné e casaco, como se fosse um ladrão que quisesse se esconder, assessorava a sanha etnocida dos policiais na 5ª DP, afirmando que as bordunas recolhidas – que são um traço e diferenciação cultural das etnias acampadas - eram porretes comuns (armas brancas), afim de caracterizar uma suposta propensão a violência dos membros do Acampamento Indígena Revolucionário, negando a condição de indígenas aos manifestantes, fotografando apoiadores do AIR que entravam na delegacia como forma de intimidar e confraternizando alegremente com os torturadores.

O ouvidor da FUNAI, ao invés de ouvir as reivindicações dos indígenas – ou ao menos as queixas dos manifestantes nativos, que foram algemados e feridos – se limitava a cruzar os braços e rir com seu subalterno.

Hoje, dia 11 de julho de 2010, está no ar uma nota oficial da FUNAI que nega aos manifestantes do Acampamento Indígena Revolucionário a condição de indígenas, dizendo que não pertencem a qualquer etnia nativa, apesar dos militantes do AIR, em sua grande maioria aldeados, possuírem língua, crenças, cultura e genealogia originárias – além do reconhecimento expresso do órgão, na forma de carteira de identidade emitida pela Fundação Nacional do Índio.

Nós, Mulheres Indígenas do Acampamento Indígena Revolucionário, exigimos do Governo do DF e do Governo Federal a imediata devolução dos pertences apreendidos e total assistência ao feridos na ação policial do dia 10 de julho de 2010. Nós exigimos uma ação responsável por parte do Governo Federal, representados por FUNAI e Ministério da Justiça, no sentido de dar uma atenção especial as reivindicações do AIR, expressas na Carta Aberta ao Povo Brasileiro e nos 11 Pontos do Acampamento Indígena Revolucionário, além das exigências particulares de cada uma das mais de 20 etnias representadas no Acampamento Indígena Revolucionário (AIR) há sete meses.

Nós, Mulheres Indígenas do Acampamento Indígena Revolucionário, exigimos o fim da violência – física, moral e institucional - contra nossos Povos, tanto na Esplanada dos Ministérios quanto nas mais diversas Terras Indígenas (Tis) do Brasil.

Transcrito do Blog de Mércio Pereira Gomes

Pela foto dá para ver que a retirada foi “pacífica” mesmo…

Foto: Agência Estado

Índio Guarani é preso durante ação da polícia em Brasília

As polícias civil, federal e militar retiraram neste sábado (10) um grupo de 40 índios que ocupava a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, havia seis meses. Pertencentes a várias etnias, eles estavam acampados em frente ao ministério da Justiça e do Congresso Nacional. Um índio Guarani foi preso durante a ação.

iG São Paulo | 10/07/2010 16:16

sábado, 10 de julho de 2010

Deu hoje no Blog do Mércio Gomes e não deu na Globo…

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sábado, 10 de julho de 2010 

VERGONHA NACIONAL:

Covardemente Governo destroi Acampamento Indígena Revolucionário

Para comemorar os 100 de indigenismo brasileiro o Governo Lula monta um desmesurado aparato de destruição de uma das mais interessantes experiências já feitas no Brasil por índios. O Acampamento Indígena Revolucionário foi desmontado à força hoje de manhã pelas tropas da Policia Federal, Guarda Nacional, BOPE, Polícia Civil e Polícia Militar, a pedido do Ministério da Justiça e do Distrito Federal. Um mês atrás o ministro da Justiça tinha recebido diversas lideranças do AIR pedindo para que ele fosse desmontado. Em troca, o ministro prometera atender algumas das principais reivindicações do AIR. Porém, nada disso aconteceu. A destruição do AIR foi realizada à força, na base da intimidação. Nem ordem de despejo tinham em mãos os policiais que chegaram hoje de manhã. 1.000 policiais foram jogados contra 140 índios, a maioria mulheres e crianças, que permaneciam feito testemunhas de protesto contra a pouca vergonha montada pela atual administração da Funai. Nunca antes na história desse país o governo federal tinha investido brutalmente contra um grupo de indígenas que protestavam contra um ato devastador para suas vidas e para a continuidade da assistência do Estado para com suas comunidades. Em nota à imprensa a atual direção da Funai declara que as negociações com os indígenas do AIR haviam se esgotado. Ora, quando, em 100 anos de história do indigenismo, se considerou que houve finalização nas negociações com índios! O indigenismo é uma negociação permanente entre sociedade brasileiro e povos indígenas !!! Na verdade, não houve negociações e sim imposições. Nenhuma das reivindicações dos índios foi tratada! O âmago das reivindicações era o Decreto 7506/09 que havia extinto 23 Administrações Regionais e 327 postos indígenas, substituindo parte deles por coordenações localizadas em cidades. Até agora, apesar de uma determinação expedida pelo ministro da Justiça, nenhuma mudança nesse decreto aconteceu.

100 anos de indigenismo rondoniano jogados no ralo.